GOLPISMO JUDICIÁRIO

STF reitera golpismo em votação virtual e mantem prisão arbitrária de Lula

Pedido de liberdade do Lula foi rejeitado pela segunda turma do STF por unanimidade e o petista segue cumprindo sua sentença arbitrária que o impede de concorrer à presidência esse ano.

sexta-feira 11 de maio| Edição do dia

Os ministros do STF apresentaram seus votos até essa quinta-feira (10 de maio) em plenária virtual. O pedido da defesa de Lula argumentou que a prisão não poderia ter sido decretada por Sérgio Moro enquanto ainda haviam embargos de declaração pendentes de análise no TRF-4.

Essa decisão dá continuidade ao autoritarismo do judiciário, que visa assegurar as condições para a execução das reformas e ataques do governo golpista através de manobras jurídicas que retiram da população brasileira o direito mínimo de decidir em quem votar, seja em um conciliador como Lula.

Nota-se que outros presidenciáveis como Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente Temer (MDB) seguem intocados, mesmo sob diversas acusações de corrupção com provas mais acintosas que as usadas contra o petista. A gosto das leis da república de Moro e do Judiciário, assumem o papel de árbitro da política nacional em benefício dos interesses de mercado, atrelados ao imperialismo privatista.

Diante do galopante processo golpista que tem por objetivo retirar direitos e aplicar medidas de austeridade para descarregar a crise capitalista sobre a classe trabalhadora, o PT demonstra mais uma vez a sua estratégia conciliadora de governabilidade burguesa, de cumplicidade e aliança com setores golpistas, em detrimento de um plano de lutas efetivo contra os ataques. Pagam o preço de confiar na Justiça burguesa ao invés de da força dos trabalhadores, única forma de vencer o imperialismo ativo no golpe no país.

Isso se evidenciou nos atos realizados pelo PT, PSOL, PDT e PCdoB que desviaram a indignação contra a prisão do Lula num sentido estritamente eleitoral e que desmobiliza as massas e se mostra totalmente incapaz de barrar o avanço do golpe. Mais uma vez o PT se presta a tarefa de apaziguar a classe trabalhadora e sustentar o regime decrépito de 88.

É urgente assimilar as lições da falida estratégia de conciliação de classes para que se ponha de pé uma alternativa política independente da burguesia e dos golpistas, com um programa que supere os limites do projeto neodesenvolvimentista dos governos do PT e apresente uma saída anticapitalista e revolucionária para os trabalhadores e a juventude, em oposição ativa ao avanço do autoritarismo do Estado.




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