Política

"JUSTIÇA"

STF livra o tucano Aloysio enquanto atua freneticamente para intervir nas eleições

Gilmar e Toffoli votam por arquivar inquérito de Aloysio, Fachin pede vistas. A impunidade tucana escancara como o judiciário atua fundamental com um objetivo político: intervir nas eleições para garantir a continuidade do golpismo.

terça-feira 7 de agosto| Edição do dia

Foto: Marcelo Camargo

Enquanto há diligentes medidas para intervir nas eleições, arrancando o direito da população votar em quem quiser, o judiciário atua, como sempre para salvar tucanos. O salvamento tucano encontra mil e uma artimanhas jurídicas: excesso de prazo que leva a caducar os processos ou diretamente a votação de arquivamento. O agraciado do dia foi o ministro de Temer, Aloysio Nunes, tucano de alta estirpe, e com vasto caixa na Odebrecht segundo denúncias.

Os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram nesta terça-feira, 7, por atender ao pedido da defesa do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, para arquivar um inquérito que o investiga por ter, supostamente, recebido repasses da Odebrecht na campanha eleitoral de 2010. O voto do STF em relação aos tucanos é sempre de absolvição.

O julgamento, no entanto, foi interrompido por um pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF. Ao pedir vista, Fachin se comprometeu a devolver a ação para julgamento ainda neste mês, para ser discutida na sessão da Segunda Turma do STF do dia 28 de agosto.

Esta decisão provisória - já que ainda se concluirá o julgamento - mostra como a justiça brasileira, da Lava Jato ao Supremo passando pela Procuradoria, não está em nada preocupada com o combate à corrupção mas em uma atuação política para retirar o candidato que lidera as pesquisas das urnas, e assim poder escolher a dedo quem sentará na Presidência e poderá continuar o golpe institucional e toda sua agenda de ataques aos direitos dos trabalhadores e de entrega ao imperialismo em ritimo superior ao que o PT já vinha fazendo quando era governo.




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