LAVA JATO

STF autoriza quebra de sigilo de Eduardo Cunha

sábado 9 de janeiro de 2016| Edição do dia

Na quinta-feira 07 de janeiro o STF (Supremo Tribunal Federal), por decisão do relator do Processo da Lava Jato, Teori Zavascki, autorizou a quebra dos sigilos fiscais e telefônicos do Presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha do PMDB carioca, além de sua filha Danielly Cunha, a esposa Claudia Cruz e três empresas ligadas ao deputado, Jesus.com, C3 Produções e Radio Satélite, entre 2005 e 2012.

A Polícia Federal também espera provar a natureza da relação de Eduardo Cunha com o “corretor de valores” Lúcio Funaro, que fez várias dessas transferências e adquiriu um veículo para o deputado.

Eduardo Cunha está sendo investigado por contas não declaradas em Bancos Suíços e, ao que tudo indica alimentadas por desvios em negócios da Petrobras na África. Segundo dados divulgados, a Receita Federal já possui comprovação de aumento de patrimônio de R$ 1,8 milhões justamente entre os anos de 2005/2012.

A primeira semana de 2016 se encaminha para o final como terminou a última de 2015, com puxada de tapetes e brigas nas alturas, com vazamento de conversas comprometedoras de Jaques Wagner, atual Ministro de Dilma, com empreiteiro condenado na Lava Jato, quando ainda era Governador da Bahia; e agora essa quebra de sigilo de Cunha.

Se ambos os bandos brigam nas alturas pelo controle do aparato estatal, quando o assunto é atacar os trabalhadores, a juventude e o povo pobre o que existe é a mais ampla unidade, por mais que o discurso muitas vezes pareça que destoa. O ano também começa com aumentos de passagens em várias cidades do Brasil e com inúmeros estados e municípios atrasando pagamento de salários aos servidores. No caso de Rio de Janeiro e São Paulo, em seus orçamentos não consta aumento salarial para os professores, categorias que amargaram já no ano de 2015 “reajuste zero”, ou seja, encolhimento salarial na casa dos 10%.

Nesse marco é mais que necessário que os trabalhadores, a juventude e o povo pobre saiam às ruas e coloquem de pé um bloco em oposição a ambos os bandos burgueses, governismo e oposição de direita, para isso é fundamental que a CSP-Conlutas rompa seu imobilismo e sindicalismo e se coloque à frente das lutas que já começam a pipocar país afora e que terá no combate ao aumento das passagens seu primeiro round.




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