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STF afasta ministro do trabalho e mira máfias dos sindicatos, empresários a salvo

O ministro do Trabalho Helton Yomura é um dos alvos da terceira fase da Operação Registro Espúrio deflagrada nesta quinta-feira, 5. Além de ser alvo de busca e apreensão, a Polícia Federal e a Procuradoria-geral da República pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento de Yomura do ministério. A medida foi aceita pelo ministro Edson Fachin, relator do caso na corte.

quinta-feira 5 de julho| Edição do dia

Foto: Filip Calixto/Hôtelier News

A ação é um desdobramento da operação Registro Espúrio que investiga desvios no Ministério do Trabalho relacionados à concessão do registro sindical. Uma operação que avança contra as máfias dos sindicatos, mas que preserva os patrões de serem alvo de investigação. Ineficaz e despreocupado em combater a corrupção, o STF faz dessa operação uma forma de diminuir o peso sindical no país, pouco tempo depois de decidir pelo fim do imposto sindical.

Veja também: Moraes e Barroso votam pelo fim do imposto sindical querendo mais reformas

Apesar de tocarem na parte podre do sindicalismo burocrático, o fim do imposto sindical e essa investigação tem por objetivo enfraquecer os sindicatos e a auto-organização dos trabalhadores de conjunto, facilitando a implementação da Reforma Trabalhista nos bastiões do movimento operário.

O chefe de gabinete de Yomura, Júlio de Souza Bernardes, teve mandado de prisão temporária expedido. Yomura é apadrinhado político do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) e de sua filha, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ). Pai e filha foram alvos das primeiras fases da Registro Espúrio. Além de buscas no MTE, a PF cumpre mandado de busca no gabinete do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP).




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