CORONAVÍRUS | TRABALHO INFORMAL

SP: Bairros com mais trabalho informal tem mais mortes por COVID; precarização mata!

Dados do Mapa da Desigualdade, divulgados nesta última sexta-feira (10) pela Rede Nossa SP, mostram que os bairros que apresentam maior números de óbitos por covid-19 na cidade de São Paulo são os mesmos que apresentam menor renda e números de trabalhos formais.

sexta-feira 10 de julho| Edição do dia

A pesquisa relacionou os dados sobre os impactos do novo coronavírus com indicadores de taxa de emprego formal, renda médias das famílias e famílias que se encontram em extrema pobreza.

Os dados que foram levantados até o dia 2 de julho mostraram que os números de mortes chegaram a ser 10,61 vezes maior em bairros pobre que possuem menos postos de emprego, como é o caso da Barra Funda, na Zona Oest, que possui 5.920 postos de trabalho e registrou o total de 21 mortes, enquanto a cidade Tiradentes, na zona Leste, possui 23 postos de trabalho para cada mil habitantes e registrou 223 mortes.

As taxas de mortalidade por coronavírus também é maior nos distritos onde a renda média das famílias são menores, tendo 2,7 mais óbitos que os bairros mais ricos. Essa realidade se repete nos casos de distritos que possuem 202,8 vezes mais famílias com até um quarto do salário mínimo.

Essa pesquisa é o retrato da desigualdade social do país que faz com que população mais pobre pague com suas vidas a crise do coronavírus, que no Brasil já ultrapassa os 1,7 milhões de infectados e quase 70 mil mortes.

Se reforça a necessidade de isolamento social como forma de prevenção ao vírus, entretanto essa é uma realidade impossível para grande parte da população que se vêm obrigados a trabalhar e serem, tanto aqueles setores que tem que continuar trabalhando pela ganancias dos patrões e aqueles setores que amargam no desemprego e veem na informalidade a única possibilidade de sustentar suas famílias, em um cenário onde o auxílio emergencial é totalmente insuficiente.

Sem acesso a uma tratamento de saúde adequado que é reflexo de anos de sucateamento do SUS que se aprofunda no governo Bolsonaro e suas políticas contra os trabalhadores, como é a sua MP da morte, que rifa os direito dos trabalhadores para salvar os lucros dos empresários. Também os governadores e prefeitos, que não têm garantido testes massivos para a população para tornar a quarentena mais eficiente, vieram, pelo contrário, experimentando reaberturas irresponsáveis, por parte inclusive daqueles que se dizem em oposição ao governo, como é o caso de Covas e Dória em SP, que avança com a abertura do d comércio enquanto os casos de mortes crescem no Estado.

Em meio essa barbárie, é necessário reconhecer os responsáveis por ela, entendendo que só uma saída dos trabalhadores pode dar uma solução efetiva por essa crise, que passa pela combate a Bolsonaro e seu governo de militares, mas sem nenhuma confiança em setores como governadores, STF ou Congresso, pois já demonstraram que possuem o mesmo objetivos de colocar a crise nas contas dos trabalhadores. Por isso, se faz necessário levantar uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, para que os trabalhadores possam decidir os caminhos para a crise.




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