Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA | BAHIA

Rui Costa (PT), governador da Bahia, defende sua reforma da previdência após protestos

O governador da Bahia, Rui Costa, do PT, defendeu em declaração à imprensa, sua reforma da previdência aprovada na Assembleia Legislativa no último dia 31, um duro ataque aos trabalhadores e a população pobre da Bahia, garantido a base de emendas parlamentares e muita força repressiva.

terça-feira 4 de fevereiro| Edição do dia

No final da semana passada a Assembleia Legislativa da Bahia aprovou o projeto do Governo do petista Rui Costa de Reforma da Previdência no Estado. Esse ataque brutal, se insere num marco onde os governos de PT e PCdoB no Nordeste vem cumprindo um papel de continuidade dos ajustes e ataques aos trabalhadores e a juventude, frutos do golpe institucional, e da pressão internacional do imperialismo para a aprovação de reformas nos sistemas de previdência, para descarregar a crise nas costas dos trabalhadores e da população pobre.

Rui Costa se juntou aos outros cinco estados da região que já aprovaram reformas, seguindo os planos de ajustes neoliberais de Bolsonaro e Paulo Guedes em seus estados. Com destaque para o Maranhão, governado por Flavio Dino, do PCdoB, Ceará, governado por Camilo Santana, do PT, e o Piauí, governado por Wellington Dias, também do PT.

Nessa semana, Rui Costa deu declarações novamente saindo em defesa da sua reforma, que entre as já aprovas é talvez a mais dura e nefasta contra os trabalhadores. Essa declaração aconteceu em resposta à manifestações contrárias a reforma que entrou em vigor no último sábado (1). Uma reforma que é das mais próximas da que foi aprovada a nível federal pelo Governo Bolsonaro, aumentando a idade mínima para 64 anos para homens e 61 para mulheres, e na categoria de professores, aumentando para 59 e 56 respectivamente. Para além disso, define que trabalhadores que recebam ao menos 3 salários mínimos já tenham de contribuir.

Rui Costa foi um dos governadores do Nordeste mais ativos em 2019 na defesa da Reforma da previdência de Bolsonaro, articulando-se com deputados federais e com senadores, buscando garantir sua fatia na aprovação desse ataque brutal aos trabalhadores, e se escondendo na mascara da divisão de tarefas que fazem PT e PCdoB, com seus deputados fazendo discursos inflamados de “oposição” aos ataques, enquanto seus governos negociam e avançam com a aplicação de um projeto golpista de país desde seus estados, tentando se mostrar como alternativas viáveis de governo para os capitalistas.

Vale destacar também o quanto a aprovação da Reforma na Bahia contou com o dedo do governador do PT em seguir a toada de seus companheiros em outros estados, em aumentar o nível do aparato repressivo para garantir a sua aprovação, além de usar de métodos muito próximos aos que usou Bolsonaro para aprovar a reforma no Senado e na Câmara de Deputados. Antecipou o retorno do recesso, distribuiu dinheiro em emendas aos deputados, e garantiu uma enorme força de aparato repressivo para conter qualquer tipo de manifestação contrária a sua reforma, garantindo na base da força a contenção de servidores que se colocaram contra esse ataque brutal.

Junto com isso, outro fator importante é o papel que vêm cumprindo as centrais sindicais dirigidas por PT e PCdoB dentro dessa divisão de tarefas. A CUT e a CTB, os grandes “aparatos de massas” dirigidos por ambos os partidos, assim como as entidades estudantis, a UNE, UBES e as Uniões Estaduais de Estudantes atuaram em 2018 e atuam agora para que se mantenha a rotina nos locais de trabalho e estudo, garantindo que nenhum setor entre em “erupção” contra esses ataques, gerando grande desmoralização e ceticismo nas suas bases, e se afastando de qualquer elemento de auto-organização como hoje se desenvolve na luta dos trabalhadores na França contra a reforma da previdência de Macron, construindo e impulsionando Coordenações na greve dos transportes, e desatando a força de trabalhadores com seus métodos combativos, de piquetes, greves e ocupações, para responder de forma organizada os ataques do governo.




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