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EM MEIO A PANDEMIA | Ronaldo Caiado autoriza cultos e missas presenciais em Goiás com aval de Bolsonaro

Medida provisória de Bolsonaro incluiu cultos e missas entre as atividades essenciais.

quinta-feira 14 de maio de 2020 | Edição do dia

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), baixou um decreto que autoriza o funcionamento de igrejas e templos. Por recomendação da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), as celebrações haviam sido suspensas, mas com o novo decreto, o arcebispo de Goiânia, d. Washington Cruz, permitiu que missas fossem celebradas com lotação parcial das igrejas.

A retomada de cultos presenciais ocorrem em Estados onde o governo baixou decreto adotando a medida provisória de Bolsonaro que incluiu cultos e missas entre as atividades essenciais.

Em adoção as medidas de seguranças, as igrejas em funcionamento tiveram que comprar pulverizadores e medidores de temperatura. Cada medidor chega a custar, em alguns locais, cerca de R$ 500,00, preço que subiu após o início da quarentena, anteriormente em torno de R$ 28,00.

A influência do presidente de extrema direita entre setores religiosos lhe dá ainda mais força para realizar declarações absurdas contra o aborto, ideologia de gênero, e contra a própria OMS, e lhe dá abertura para avançar em seus comentários e visões negacionistas, que vão no sentido de atacar as mulheres, LGBTs, os trabalhadores, e todos os setores oprimidos, em prol de atender os interesses dos grandes empresários.

Ao mesmo tempo em que setores religiosos fazem parte da base política e são parte da sustentação do governo direitista, os líderes religiosos, com aval de Bolsonaro, colocam em risco a vida dos fiéis com atitudes como a liberação de missas e cultos presenciais.

A separação entre igreja e Estado é algo essencial a ser defendido, juntamente com defesa a saúde e o direito ao corpo das mulheres, o direito a vida dos LGBTs, e a saúde dos trabalhadores como algo hierárquico. Governos como o de Bolsonaro atacam a democracia, a separação entre Estado e religião, e se usam disso para atacar os setores mais oprimidos. Para Bolsonaro, somente o lucro dos grandes empresários importam, acima da vida dos trabalhadores e da juventude. É necessário se colocar contra as políticas negacionistas de Bolsonaro, assim como a lógica da sociedade capitalista que privilegia os lucros em detrimento da vida, lutando pela construção de uma nova sociedade sem desigualdade e sem classes.




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