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DESEMPREGO EM ALTA

Rio de Janeiro fechou mais de 90 mil vagas de emprego em 2017: pior desempenho do Brasil

Sagui

jovem trabalhadora

sexta-feira 26 de janeiro| Edição do dia

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) o Rio de Janeiro fechou 92.192 vagas com carteira assinada em 2017, ficando entre o pior entre os estados do país.

O estado do Rio de Janeiro, que ainda passa por uma crise profunda, vem pela figura de seus governantes cada vez mais descontado na classe trabalhadora seus planos de lucro em detrimento da qualidade de vida da população, deixando milhares nas ruas e aplicando a reforma trabalhista.

Somente nesses três anos de perda de postos de trabalho, o estado do Rio de Janeiro perdeu 513,7 mil empregos com carteira assinada. Sendo que em 2017 todos os setores da atividade econômica mais demitiram que contrataram. O setor de serviços, o mais afetado, teve o fechamento de 47.052 postos de trabalho.

Além do Rio, o estado de Alagoas, que ficou logo atrás, teve perda de 8,2 mil empregos. E que em todo o Brasil mais de 20 mil postos de trabalho foram perdidos, formando o terceiro ano seguido de perdas.

Essas perdas mostram o desastre e as ambições dos grandes empresários, nessa crescente taxa de demissões as mulheres e os jovens ficam entre os mais atingidos, as perdas de seus postos são mais profundas, assim como a rotatividade e empregos precários.

Seguimos denunciando os desempregos e a reforma trabalhista que aprofunda os ataques aos trabalhadores. Dos governos dos patrões não podemos esperar nenhuma melhora na condição de vida. Para garantir o pleno emprego aos trabalhadores, só será possível atacando diretamente o lucro dos patrões, diminuindo a jornada de trabalho para que todos tenham emprego, e estabelecendo o salário mínimo do DIEESE, que hoje deveria ser de R$ 3.585,05, o suficiente para sustentar as necessidades básicas de uma família.

É necessário que as centrais sindicais convoquem uma greve geral para derrubar as reformas e os golpistas que a cada dia buscam avançar na retirada de direitos, os trabalhadores e a juventude precisam estar juntos para garantir os postos de trabalho e fazer com que os capitalistas paguem pela crise.

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Créditos da foto: Thiago Lontra




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