RETORNO ESCOLAS BH

Retorno às atividades presenciais nas escolas faz vítimas de Covid-19 em Belo Horizonte

Dois trabalhadores da área da educação, um porteiro e um vigia, de escolas municipais de Belo Horizonte faleceram vítima da Covid-19 e do descaso com suas vidas.

quarta-feira 24 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Reprodução/Google Maps

Diolino Rodrigues de Souza, porteiro da EMEI Magalhães Drumond, faleceu no dia 22 de fevereiro. Mesmo sendo pertencente a grupo de risco, ele foi convocado pela MGS a retornar ao trabalho. Logo após o retorno, foi infectado pelo vírus e veio a óbito. Outra vítima da Covid-19, foi o vigia Adão Nogueira, ele trabalhava na Escola Municipal George Ricardo Salum e faleceu no final de janeiro.

A MGS, empresa responsável pela terceirização de funcionários da área da educação municipal em Minas Gerais, havia convocado grande parte dos Serventes Escolares a retornar as atividades em Belo Horizonte. Segundo o Sind-REDE/BH, foram feitas diversas denúncias de que a empresa não forneceu os equipamentos de segurança, tais como máscaras e álcool em gel para esse grupo, colocando em risco a vida desses trabalhadores ainda mais em risco.

O prefeito Kalil já sinaliza a possibilidade do retorno dos alunos para as escolas em março, desconsiderando a realidade da situação da pandemia. O prefeito, que já teve um discurso contra a reabertura das escolas, mudou o discurso e diz que está em constante diálogo com especialistas da área da saúde e Ministério Público para esta retomada e não descarta “flexibilizar” o protocolo.

As mortes de Diolino e Adão mostram como o retorno às atividades presenciais em escolas é um risco para vida do trabalhadores da educação. Por todo o Brasil, com médias diárias acima de 1000 mortes por Covid-19, está ocorrendo o retorno inseguro das atividades presenciais nas escolas, em que não há nenhuma garantia de segurança para os trabalhadores. Esse retorno atinge de maneira ainda mais forte os setores mais precários da área da educação, como o setor da limpeza, dos porteiros e vigias, que acabam ficando mais expostos ao vírus e, que, com tudo isso, não estão em nenhuma fila de prioridade para a vacinação.

É essencial para o retorno seguro das atividades escolares, a exigência de que todos os trabalhadores da educação sejam vacinados e que sejam as comunidades escolares que tenham a decisão final sobre quando, como e sob quais condições sanitárias que esse retorno presencial pode acontecer. É preciso barrar a reabertura insegura das escolas que já está levando trabalhadores a óbitos.

Leia mais:Professora denuncia condições inseguras para o retorno: "tenho ido trabalhar com medo"




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