Gênero e sexualidade

VIOLENCIA CONTRA A MULHER | FEMINICÍDIOS

Resultado da política machista de Bolsonaro é aumento de feminicídios no Brasil em 2019

O número de casos de feminicídio em 2019 aumentou exponencialmente comparado ao ano passado. Segundo os dados da Secretaria de Segurança Pública os casos de feminicídio aumentaram 76% no 1º trimestre de 2019. Nos primeiros três meses deste ano 37 mulheres foram vítimas de feminicídio, enquanto em 2018, foram 21

segunda-feira 29 de abril| Edição do dia

O aumento nos casos de feminicídio não são fruto do mero acaso. Estamos diante de um governo Bolsonaro que tem um Ministério da Família encabeçado por Damares, que desde que assumiu a pasta coleciona as piores pérolas machistas e de ataque aos direitos elementares das mulheres. Defensora da “família”, Damares já afirmou que as mulheres deveriam voltar para seus lares e que a mulher deveria ser submissa ao homem no casamento, segundo sua concepção cristã.

Vale ressaltar que oito em cada dez casos de feminicídio deste ano ocorreram dentro de casa. Ou seja, são 30 casos de feminicídio que ocorreram em casa. Segundo autoridade do Fórum Brasileiro de segurança pública, Samira Bueno, as estatísticas confirmam o aumento da violência doméstica contra a mulher, e por consequência o feminicídio.

Do outro lado, Bolsonaro reúne uma vasta camada de reacionários de todos os tipos em seu governo para promover uma ampla política de ataque aos direitos e ao debate de gênero e sexualidade. Fomentando a perseguição à professores que caracteriza como “doutrinadores”, Bolsonaro quer atacar o direito ao espaço de livre pensamento na escola.

É inquestionável que a educação sexual nas escolas, associado ao debate de gênero e sexualidade, são ferramentas fundamentais para combater a violência machista que tem sua expressão de dezenas de formas. Em 2018, uma menina de 12 anos foi capaz de relatar que era estuprada pelo padrasto após palestra sobre violência sexual em sua escola.

Não é só por via de uma ofensiva ideológica abertamente machista que Bolsonaro irá aprofundar as condições absurdas que estão expostas as mulheres. Com um projeto de governo abertamente entreguista, pró-Trump e neoliberal, Bolsonaro por via de ajustes e reformas, como a previdenciária, busca garantir que quem paguem a crise capitalistas sejam os trabalhadores e trabalhadoras. Diante desse cenário, os setores mais oprimidos da sociedade verão suas condições de trabalhado e seu direito de aposentadoria ainda mais atacados, em nome da manutenção do lucro dos patrões.

Precarizando as condições de vida do conjunto da classe trabalhadora, Bolsonaro irá aprofundar ainda mais a condição de miséria que estão expostas todas as mulheres, principalmente das mulheres negras 63% a menos que homens brancos.

Por isso, há poucos dias do 1º de Maio, dia de luta histórico da classe trabalhadora, é necessário que as mulheres sejam linha de frente na luta contra os ataques de Bolsonaro. É urgente que as centrais sindicais rompam com o silêncio frente aos ataques de Bolsonaro e organizem os trabalhadores com um sério plano de lutas, colocando as demandas das mulheres como parte fundamental de um programa operário, capaz de enfrentar Bolsonaro e responder às necessidades de toda população




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