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Residentes, servidores do hospital universitário fazem ato e fecham rua no entorno da UERJ e HUPE

sábado 30 de janeiro de 2016| Edição do dia

O ato que continha em torno de duzentas pessoas, teve sua concentração em frente ao Estadio do Maracanã, com uma faixa escrito:” se ficar doente venham ao estadio, não temos hospital” como uma maneira de denunciar como o Governo do Estado do Rio de Janeiro tem tratado a saúde , priorizando os gastos em obras, para grandes eventos como Copa do mundo, e agora Olimpíadas, enquanto a saúde está uma calamidade. Estavam presente, além dos residentes das especialidades médicas e multiprofissionais (serviço social, nutrição, fisioterapia, psicologia e enfermagem), trabalhadores do HUPE de várias categorias, trabalhadoras terceirizadas e contratadas que ainda estão sem receber, servidores da UERJ, representantes da Frente Nacional contra Privatização da Saúde, e alguns alunos de serviço social, psicologia e medicina. O ato caminhou do maracanã em direção ao HUPE, cantando palavras de ordem como: “ vem pra rua vem, pela saúde”, com apoio da população no entorno que apareciam nas janelas dos prédios, demostrando como a precarização do HU afeta os à toda a população que necessita acessar os serviços de saúde.

Este ato mostra a disposição dos trabalhadores e profissionais em formação, de lutar pela saúde pública, em defesa do SUS, contra o fechamento do Hospital Universitário ou a entrada de OS (Organizações Sociais) na administração do Hospital, ficando evidentes em várias falas que forma feitas durante o ato. A crise da saúde no Estado do Rio de janeiro, é um fato que está longe de um final feliz para a população. Se desde o final do ano passado todos trabalhadores que necessitam de atendimento tem encontrado as portas fechadas de vários hospitais e UPAs, a situação tende a piorar com o corte anunciado pelo governador do Rio, Pezão de 1,2 bilhões da saúde.

O momento é tão critico que até mesmo os hospitais universitários estão sendo afetados. O HUPE, principalmente, vem passando por uma crise que os trabalhadores nunca viram antes. Apesar de outros momentos, o Hospital Universitário da UERJ ter seu funcionamento comprometido pela falta de limpeza devido aos recorrentes atrasos dos salários das trabalhadoras terceirizadas, que estamos acompanhando desde o ano de 2014. O estado que o HUPE se encontra hoje é ímpar e alarmante, necessitando de mais ações como o ato de hoje e o de ontem no Palácio Guanabara. Infelizmente, não houve presença massiva dos estudantes, contra a crise da saúde e precarização da instituição de saúde já que o HUPE, também tem esse papel.

Cabe aos Centros Acadêmicos convocarem e construirem espaços de debate com os alunos sobre o que vem acontecendo, como o Cass, que vem acompanhando desde o começo, ainda somente com a mobilizações das terceirizadas, e o Capsi e Casaf que estavam presentes no ato hoje.




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