Internacional

TENTATIVA DE GOLPE NA VENEZUELA

Repudiamos a tentativa de golpe de Guaidó apoiada pelo imperialismo e pela direita regional

Reproduzimos a declaração da Liga dos Trabalhadores pelo Socialismo (LTS), grupo irmão do MRT na Venezuela, frente à tentativa de golpe desencadeada na manhã desta terça-feira.

terça-feira 30 de abril| Edição do dia

Os militantes da Liga dos Trabalhadores pelo Socialismo rechaçam claramente a nova tentativa da oposição de direita de desencadear um golpe militar. Em nossa declaração para o dia 1º de maio, assinalamos que Guaidó pretendia transformar essa data em um ato para renovar o chamado ao golpe, fato que foi ratificado nesta terça-feira.

Como viemos dizendo desde o início da agressão imperialista liderada pelo governo dos Estados Unidos, nos opomos e enfrentamos o intervencionismo imperialista, sem que isso implique em qualquer forma de apoio político ao regime reacionário e anti-operário de Maduro e das Forças Armadas. A Trump e seus súditos não lhe importam todo o sofrimento do povo venezuelano, seu único objetivo é impor na Venezuela um governo fantoche a serviço de seu plano de recolonização que propõe, um plano com o qual não haverá solução progressiva para a miséria atual que padece o povo venezuelano.

Por trás dessa política, os governos da direita regional se agruparam e um após o outro, primeiro reconhecendo a Guaidó e nesta terça-feira saíram para apoiar essa tentativa de golpe.

Desde o dia 23 de janeiro, o imperialismo não poupou pedidos, manobras e ameaças para tentar romper as Forças Armadas para derrubar Maduro. Depois de tentativas frustradas e da ofensiva golpista entrar em um forte impasse, se concentraram na agressão e asfixia econômica, aprofundando as dificuldades do povo.

Nada de bom virá para as massas de um governo nascido de um golpe militar e protegido pelos EUA! Em nome da "liberdade" e "democracia" procuram instalar um governo de subordinação nacional com os ditames do FMI e do capital imperialista, que se tornariam os novos donos do país, com a imposição de um maior endividamento externo e entrega grandes empresas e recursos com uma onda de privatizações. Um plano totalmente pró-empresarial, antinacional e antipopular, onde as necessidades dos trabalhadores estarão, mais do que hoje, totalmente subordinadas à garantia de interesses e lucros capitalistas. Aqueles que, como nós, se opõem ao governo de Maduro e suas políticas, devem se opor firmemente a esse avanço recolonizador do imperialismo, cujo veículo é Guaidó.

O governo de Maduro, no entanto, não toma qualquer medida verdadeiramente anti-imperialista, apenas coloca-se sob a asa de potências como a Rússia e a China, enquanto defendia-se do golpe com métodos burocrático-militares que também agridem o povo, e não fazem mais que fortalecer as Forças Armadas como o verdadeiro poder e árbitro da situação. É por isso que não confiamos nessas Forças Armadas, que podem acabar negociando uma saída acordada com a direita. Por isso que dizemos que a luta contra o golpe e o imperialismo deve ter completa independencia polítca diante de todas as variante burguesas, na perspectiva também de reforçar a luta contra a pobreza e contra o autoritarismo de Maduro.

Devemos levantar um programa que vise enfrentar os interesses do capital imperialista e da burguesia nacional parasitária (tanto a oposição como a chavista), só assim poderemos frear o apetite dos EUA, a rapina do capital internacional e lutar para conquistar nossas demandas. Uma derrota do golpe pró-imperialista com nossos próprios métodos de luta e levantando um programa com essas características nos colocaria em melhores condições para enfrentar também o próprio Maduro.

Com as organizações de trabalhadores, mulheres e jovens que compõem a Fração Trotskista pela Quarta Internacional (FT-CI) em vários países da América Latina, Europa e Estados Unidos, nos opomos firmemente a essa nova tentativa de golpe em desenvolvimento.




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