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RIO DE JANEIRO

Repressão policial durante Bloco da Favorita causa confusão no primeiro dia do pré-carnaval carioca

Ontem (12/01) após o término do show do Bloco da Favorita, que reuniu mais de 300 mil foliões, aconteceu um tumulto na avenida da Atlântica na altura do Copacabana Palace.

segunda-feira 13 de janeiro| Edição do dia

A confusão se estendeu até o Leme, nas imediações do túnel novo e o rio sul, em botafogo. O vidro do Hotel Windsor Excelcior, no momento da confusão foi quebrado. Muitas pessoas compareceram a 12° DP (Copacabana) pra registrar roubo de celulares, bolsas e carteiras.

De acordo com relatos, o tumulto começou após dois carros da Polícia Militar e da Guarda Municipal chegarem para dispersar os foliões quando indivíduos começaram a atirar garrafas de vidro, na direção dos carros. Em seguida, os agentes responderam com bombas de gás de pimenta. Assim, pessoas começaram a correr, muitas delas passaram mal com o efeito do gás. Algumas pessoas pularam a grade que separava o palco e o espaço para o público.

Como de praxe a justificativa da polícia para o enorme caos que sua desastrosa ação instaurou foi alegar que respondeu a alguma situação. Em nota, a Guarda Municipal informou que "uma equipe foi atacada por ambulantes que atiraram garrafas de vidro, pedras e outros objetos, quando os agentes atuavam para a liberação da via. A equipe precisou usar equipamentos de menor potencial ofensivo para conter o tumulto".

Além disso, houve dificuldade para acessar a estação "Cardeal Arcoverde" do metrô na volta pra casa. Muitos passageiros com crianças e família desistiam ao se deparar com o tamanho da fila para entrar na estação e o aglomerado de gente do lado de fora.

Os blocos e festas de carnaval do Rio de janeiro, são conhecidos mundialmente e movimentam o turismo local. Fazendo parte das poucas datas em que o trabalhador e a juventude negra periférica pode ir as ruas usufruir do mínimo acesso ao lazer e cultura, e até nesses raros momentos, é hostilizada pela polícia racista.




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