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Repressão judicial: condenaram os "coletes amarelos" a prisão

terça-feira 4 de dezembro| Edição do dia

A repressão judicial alcançou recordes em Paris

Por toda França, as manifestações deste sábado contra o governo de Emmanuel Macron, foram fortemente reprimidas. As imagens difundidas são de uma violência inusitada e o número de feridos também bateu recordes. Até esta terça-feira a polícia continuou reprimindo aqueles lugares onde ainda há bloqueios, como nas escolas sedundarias, ferindo a muitos estudantes.

Mas, junto a repressão policial, há uma repressão judicial contra trabalhadores, aposentados e estudantes que se enfrentam com o Estado e a patronal. Na região de Puy-em-Velay duas pessoas foram condenadas a 3 meses de prisão. Em Rouen, também 3 manifestantes devem comparecer e podem ser condenados com uma pena entre 6 e 8 meses de prisão. Mas a lista seguirá se ampliando.

Em Paris, durante a manifestação de sábado houve 412 prisões, 363 com prisão preventiva e 70 que deveriam comparecer na segunda-feira; 18 já foram condenados a prisão, necessitando cinco (!) salas de audiência no tribunal de Paris. E o processo continuará durante a semana. Após a brutal violência da polícia, cada vez mais evidente para todo o mundo, é a violência da justiça burguesa que recai sobre os manifestantes.

A arbitrariedade da Justiça

O governo tentou se reunir com os “coletes amarelos”, apoiados por 80% da população, mas estes não querem discutir, e a moratória sobre o imposto do combustível, quando os manifestantes exigem a renuncia de Macron, não convence a ninguém. A violência policial se multiplica, mas a repressão somente demonstra sua verdadeira face. Esta série de processos que se abrem é outro meio governamental para dissuadir os manifestantes de voltarem às ruas. É nesse sentido que a Assembleia Nacional vem adotando uma nova sentença de prisão domiciliar sob vigilância.

Hoje em dia a arbitrariedade da Justiça é particularmente explícita. É o caso de um artesão, Ryad, que foi condenado a 4 meses de prisão por ter um martelo dentro do seu carro.

Hoje qualquer um é condenado. Aqueles que perderam seus empregos, que estão precarizados, que chegam de toda a França para protestar contra a “vida cara” imposta pelo governo dos ricos, como os franceses chamam. E esta raiva não está pronta para diminuir.




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