Sociedade

VIOLÊNCIA POLICIAL

Repressão do 28A: polícia atinge servidora com bala de borracha no pescoço e arrasta idosa

Carolina Cacau

Foi candidata a vereadora do MRT pelo PSOL em 2016, é estudante da UERJ e professora da rede estadual.

terça-feira 2 de maio de 2017| Edição do dia

A cada dia que segue da brutal repressão da polícia aos atos no dia da greve do 28A, aparecem mais relatos escandalosos da repressão e vítimas dos ataques. Nesse vídeo gravado já quando a Polícia Militar havia transformado o Centro do Rio em uma praça de guerra, vemos a polícia arrastando de forma truculenta uma senhora, sem condições de se defender, alegando, enquanto seguiam arrastando-a no chão, que ela estava presa e "desacatando a ordem". Mesmo com o apelo do cinegrafista que filmava a cena e alertava para que ela fosse ajudada porque estava passando mal e de outra moça que tentava ajudar, a polícia joga spray de pimenta na cara do cinegrafista afastando todos que tentaram ajudar.

A violência policial no Rio de Janeiro durante a greve que paralisou o Brasil foi imensa. Impediram de começar o ato convocado pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE), que havia sido convocado na ALERJ e se espalharam pelo centro atacando os manifestando e impedindo também o ato na Cinelândia, acertando parlamentares no palanque montado na praça.

Os estragos da brutal repressão em todo país deixaram centenas de pessoas gravemente feridas. Entre elas o estudante Mateus Ferreira da Silva, que teve múltiplas faturas na face e traumatismo craniano, após um policial - que conta com outras 4 acusações de agressão e nenhuma punição - quebrar um cassetete na sua cabeça. O estado dele é estável, porém ainda segue internado gravemente na UTI.

Outra vítima da polícia e da violência do Estado, a bibliotecária no Ministério Público Federal, Lucia Santos, publicou em seu Facebook, imagens de como ficou seu rosto após ser gravemente ferida, quando ia pacificamente após sair do seu trabalho, para o ato na Cinelândia. Lucia foi atingida com um bala de borracha no seu pescoço e teve uma laceração da glândula parótida e do nervo facial. O ferimento da bala, causou uma cicatriz com a cirurgia um corte de 21 pontos no pescoço.

Em São Paulo, a juíza Marcela Filus, que fez campanha em defesa do impeachment, transformou a detenção provisória de três militantes do MTST durante a greve geral do 28A em uma prisão preventiva com o argumento de defender a "ordem pública" deixando claro que são prisões políticas contra os que se colocam contra as reformas de Temer e seu governo golpista.

Toda essa violência e impunidade, alimentada pelo discurso mentiroso dos meios de comunicação, buscando criminalizar as manifestações, buscam calar a voz da enorme força que a classe trabalhadora mostrou na greve geral do dia 28A. Buscando desviar o foco “para atos de vandalismo” querem diminuir este momento histórico. Não nos intimidam, seguimos forte nas ruas, podemos derrotar Temer e a repressão dos governos! Liberdade imediata a todos os presos!




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