Política

TUCANO "GESTOR" REJEITADO

Rejeição da gestão Dória triplica e é maior entre mulheres e mais pobres

terça-feira 5 de dezembro| Edição do dia

O instituto Datafolha divulgou nesta terça-feira dados sobre a rejeição do governo Dória em São Paulo. Segundo os dados coletados entre os dias 28 e 30 de novembro, a rejeição ao prefeito João Dória Jr. triplicou em menos de um ano de gestão e chega a 39% dos entrevistados. Dentre o perfil daqueles que avaliam o governo de São Paulo como ruim ou péssimo destaca-se principalmente as mulheres (44%), os que possuem ensino médio completo (41%) e os mais pobres com renda até dois salários mínimos (44%).

No início da gestão, ainda como o "gestor" desconhecido, João Dória possuía aprovação de 44% da população entrevistada, no entanto em menos de um ano no governo este número caiu para 29%. Ao mesmo tempo, a rejeição que era de 13% em fevereiro chegou a 39% em novembro, subindo 13% somente no mês de outubro e novembro.

Entre as mulheres entrevistadas 44% rejeitam o governo Dória, já entre os homens este número cai para 33%. Na divisão por faixas de renda é sintomático que entre os mais ricos 45% considera como ótimo ou bom o governo de João Dória e apenas 21% rejeita, ao passo que nas faixas de renda mais baixas essa proporção se inverte com a rejeição do prefeito atingindo 44% dos entrevistados e a aprovação de apenas 23%.

Entre as faixas etárias pesquisadas a porcentagem de rejeição é maior que a aprovação em todas as idades, e se destaca entre os que possuem entre 35 e 44 anos com 44% de rejeição. Em relação a escolaridade, a maior rejeição se concentra nos níveis de escolaridade fundamental e médio com cerca de 40%.

Contribuiu significativamente para o grande aumento na rejeição do atual prefeito os sucessivos escândalos relativo à educação pública e às merendas das crianças nas escolas municipais, onde as crianças estavam sendo marcadas na mão para não repetir a merenda na escola, além da absurda proposta de oferecer farinata, mais conhecida como ração humana, para a população pobre de São Paulo, fato que o prefeito anunciou e depois teve que retroceder diante da revolta que gerou.

Além disso, as constantes viagens do prefeito para fora da cidade de São Paulo usando a cidade como um palanque para se favorecer na sua corrida por uma -já descartada- candidatura à presidência da República em 2018 também contribuiu para a queda de popularidade de João Dória.

O perfil dos que rejeitam e aprovam o governo João Dória diz bastante sobre as prioridades que o prefeito vem levando, um governo para os ricos que beneficia descaradamente seus amigos empresários, enquanto corta orçamento da merenda das crianças, da cultura, da saúde pública, serviços públicos que vem sendo precarizados e dos quais dependem os trabalhadores mais pobres.




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