Mundo Operário

Reitoria da USP quer arrochar um terço da alimentação de seus funcionários

Adriano Favarin

Representante dos trabalhadores no Conselho Universitário da USP

quarta-feira 1º de julho de 2015| Edição do dia

Neste ano a proposta da reitoria da USP é, assim como no ano passado, manter o Vale-Alimentação e Vale-Refeição de funcionários e professores congelado. Isso significa que esses benefícios não seriam reajustados, pelo menos, até maio do ano quem vem, totalizando 3 anos de congelamento em relação ao último reajuste, em maio de 2013, ainda antes da atual gestão da reitoria.

Em relação ao último reajuste, a inflação segundo o ICV-DIEESE já passa dos 13%. Tomando como base a maior parte das projeções, que apontam pelo menos 9% de inflação neste ano, o total acumulado passará do 23%. Mesmo considerando o índice FIPE, usado pela reitoria, a inflação acumulada já chega a 16%, e passará dos 26%. Se considerarmos especificamente a inflação dos alimentos, olhando a medição do IPCA-IBGE, a perda acumulada nesses três anos deve ficar em torno dos 26% para a alimentação dentro de casa (Vale-Alimentação) e 34% fora de casa (Vale-Refeição). Isso sem considerar que esses índices são nacionais, e a inflação é maior em São Paulo, e que a alimentação dos trabalhadores está mais sujeita a variações de alguns itens, como o tomate e a cebola que, só no último mês tiveram um aumento médio de 21,4% e 35,6%, respectivamente.

Como a alimentação dos trabalhadores e suas famílias, principalmente dos que ganham menos, depende exclusivamente desses benefícios, isso significa que a reitoria quer que os trabalhadores comam até um terço a menos do que antes. Essa é a solução da reitoria para sua crise financeira.




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