Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Reforma da Previdência de Bolsonaro chega ao Congresso para nos fazer morrer sem aposentar

O governo apresenta hoje (20) a proposta ao Congresso Nacional. Com idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres, e 40 anos de contribuição, proposta de Bolsonaro é ainda pior do que a de Michel Temer, derrotada nas ruas em 2017.

quarta-feira 20 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Em acordo com políticos corruptos e golpistas como Rodrigo Maia (que declarou que "hoje em dia todo mundo consegue trabalhar até 80 anos"), presidente da Câmara dos Deputados, e Davi Alcolumbre, presidente do Senado, Bolsonaro apresenta hoje proposta de Reforma da Previdência para destruir a aposentadoria dos trabalhadores brasileiros e "economizar" centenas de bilhões para entregar aos banqueiros e especuladores com o pagamento da dívida pública e com a concessão de isenções fiscais.

Grandes empresas devem 450 bilhões de reais à previdência, mas Bolsonaro, Guedes e o time de amigos dos ricos e capitalistas só pensam em jogar a conta nas costas dos trabalhadores (afinal, como disse Bolsonaro, "ser patrão é horrível no Brasil").

Essa medida mostra o compromisso de Bolsonaro com os grandes empresários e com o imperialismo. Não à toa com informações da reforma tendo sido veiculadas pela imprensa o mercado financeiro teve um pico: o Ibovespa saltou 1.000 pontos em minutos e foi acima dos 97 mil pontos. É evidente que eles vibram como nunca frente ao avanço da "mãe de todas as reformas", que é exigida para aumentar a "competitividade" e "eficiência" do país – palavras que os capitalistas usam para se referir ao nível de exploração e pobreza a que é submetida a população trabalhadora.

Enquanto isso, parlamentares e juízes continuarão nadando em seus privilégios, com enormes salários, regras generosas para aposentadorias, e benefícios e auxílios de toda ordem. Os militares, parte do governo Bolsonaro e protegidos pelo presidente, terão direito a uma reforma alternativa, já que também são cheios de privilégios em seu regime de previdência.

Os servidores públicos serão um dos setores mais afetados. A contribuição previdenciária deve aumentar dos 11% cobrados do salário hoje para 14%, com direito a uma taxa extraordinária de até 8% a mais. Isso poderia fazer com que 22% do salário de um servidor seja destinado à contribuição para a previdência.

Segundo informações veiculadas na imprensa, o valor do benefício pago pela previdência será calculado com base na média dos salários de contribuição. Com 20 anos de contribuição, o trabalhador terá direito a receber somente 60% do valor do benefício. A cada ano, se acrescentará 2% até o limite de 100%. Para receber aposentadoria integralmente será preciso contribuir por 40 anos.

Contra essa proposta de fazer a população morrer sem se aposentar, é urgente que as centrais sindicais, como a CUT e a CTB, coloquem abaixo a trégua que vêm dando ao governo Bolsonaro e organizem uma grande mobilização dos trabalhadores, colocando a única força que pode barar a reforma nas ruas: os trabalhadores, aliados ao movimento de mulheres, à juventude, aos negros e LGBTs.




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