Economia

DESEMPREGO

Recorde: 13,5 milhões de trabalhadores estão desempregados no Brasil de Bolsonaro

Os dados pertencem a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Covid19) que foi divulgada nesta sexta feira (23) pelo IBGE. O número de 13,5 milhões de trabalhadores desempregados é um novo recorde nas pesquisas, cerca de 14,4% da população.

sexta-feira 23 de outubro| Edição do dia

O total de ocupados foi de 83 milhões na quarta semana de setembro, 700 mil a menos que o patamar da semana anterior, quando havia 83,7 milhões de pessoas ocupadas.

Cerca de 2,7 milhões de trabalhadores, o equivalente a 3,3% da população ocupada, estavam afastados do trabalho devido às medidas de isolamento social na quarta semana de setembro. O resultado representa cerca de 100 mil pessoas a menos que o patamar de uma semana antes, quando esse contingente somava 2,8 milhões ou 3,4% da população ocupada.

A população ocupada e não afastada do trabalho foi estimada em 77,9 milhões de pessoas, ante um contingente de 78,2 milhões de trabalhadores registrado na semana anterior, o que totaliza apenas 10,4% dos ocupados que trabalham de forma remota.

"Às custas dos trabalhadores que fortuna de bilionários cresceu 34% durante a pandemia", denuncia Pablito.

A população fora da força de trabalho - que não estava trabalhando nem procurava por trabalho - somou 73,4 milhões na quarta semana de setembro, cerca de 200 mil a menos que os 73,6 milhões registrados na semana anterior.

Entre os inativos, cerca de 25,6 milhões de pessoas, ou 34,8% da população fora da força de trabalho, disseram que gostariam de trabalhar. Aproximadamente 15,3 milhões de inativos que gostariam de trabalhar alegaram que não procuraram trabalho por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam.

O nível de ocupação foi de 48,7% na quarta semana de setembro, ante 49,1% na semana anterior. A proxy da taxa de informalidade ficou em 34,2% na quarta semana de setembro, ante 33,6% na semana anterior.

A fortuna da grande burguesia nacional aumentou durante a pandemia, enquanto a moeda brasileira vem perdendo seu valor, há um aumento vertiginoso do preço dos alimentos e segue-se a pauperização extrema de boa parte da classe trabalhadora.

Bolsonaro reduziu ainda o valor do auxílio emergencial, que vinha servindo como um alívio e sustento a milhares de famílias no Brasil, que deverão continuar a busca por novos empregos ou se debruçar sob a informalidade, setor em que já está presente milhões de trabalhadores do país.

Que os capitalistas paguem pela crise

A fortuna da grande burguesia nacional aumentou durante a pandemia, enquanto a moeda brasileira vem perdendo seu valor, há um aumento vertiginoso do preço dos alimentos e segue-se a pauperização extrema de boa parte da classe trabalhadora.

Bolsonaro reduziu ainda o valor do auxílio emergencial, que vinha servindo como um alívio e sustento a milhares de famílias no Brasil, que deverão continuar a busca por novos empregos ou se debruçar sob a informalidade, setor em que já está presente milhões de trabalhadores do país.

Uma solução para está crise só pode ser verdadeiramente eficaz fazendo com que os verdadeiros culpados pela crise à paguem. Um verdadeiro e necessário plano de obras públicas, controlado pelos trabalhadores e que possa atender, por exemplo, a demanda por moradias com saneamento básico, pode gerar empregos em todo o país e deveria ser prioridade dos governos.

Para financiá-lo bastaria colocar em prática uma taxação das grandes fortunas e o não pagamento da ilegal e fraudulenta dívida pública, que sangra e rouba os cofres e tesouros nacionais, que foram enriquecidos com o suor desta classe trabalhadora.




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