Política

Reafirmando negacionismo e descaso pelas vidas, Bolsonaro passeia por Brasília neste domingo

domingo 29 de março| Edição do dia

Bolsonaro reafirmou hoje sua postura negacionista e negligente em relação a pandemia mundial do coronavírus. Demagogicamente disfarçada de preocupação com a economia, sua postura atende às declarações de setores do empresariado desesperados frente o desastre que as medidas de quarentena podem provocar em seus lucros.

O presidente Jair Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada nesta manhã de domingo, 29. Em meio à quarentena imposta em Brasília, Bolsonaro foi visitar alguns comércios locais ainda abertos.

Nas paradas, provocou aglomerações, e fez seu discurso populista de que o Brasil não pode parar, apelando aos trabalhadores que voltassem a sua rotina de trabalho, com exceção apenas de idosos, em sua estratégia de "isolamento vertical".

Bolsonaro mascara seu discurso pró-patronal, de defesa dos lucros dos patrões em sacrifício da vida dos trabalhadores, com uma pretensa preocupação com os empregos e rendas dos trabalhadores. Se de fato essa fosse a preocupação do presidente, não apresentaria um voucher de R$ 200 para os trabalhadores informais que estão sem renda, defenderia a suspensão de todas as demissões e licenças remuneradas para os trabalhadores, junto a uma renda mínima a altura de manter a subsistência e a qualidade de vida da população.

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Do outro lado, os governadores também fazem sua própria demagogia para polarizar com Bolsonaro, dizendo que a preocupação deles é enquanto a vida das pessoas, mas defendendo unicamente a quarentena, sem avançar em medidas que conjuntamente com as restrições de circulação aumentariam a eficiência do combate ao vírus. A testagem massiva da população é a estratégia que se mostrou mais eficaz para conter a propagação da COVID-19, permitindo identificar e seguir o rastro de disseminação do vírus.

Tanto de um lado quanto do outro, o que se ressalta é que os políticos calculam como melhor se posicionar eleitoralmente frente a crise, sem levar medidas consequentes para fazer frente a emergência sanitária e econômica. Toda a produção deveria estar centralizada e direcionada a um plano de guerra para combater o vírus, com a adequação de fábricas para a produção de ventiladores mecânicos, insumos para os testes, e se concentrando unicamente nas demais atividades essenciais, serviços de saúde, de alimentação, distribuição de energia, água, internet. Somente através do controle operário da produção, com os trabalhadores decidindo o que produzir e como, para garantir métodos de prevenção a contaminação nos locais de trabalho, seria possível avançar nesse plano de guerra para derrotar o vírus.




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