AUSTRALIANO QUESTIONA O USO DA QUIMIOTERAPIA NO TRATAMENTO DO CÂNCER

Quimioterapia contra o câncer? Pode ser um erro estratégico, sugere estudo australiano

Gilson Dantas

Brasília

quarta-feira 20 de setembro| Edição do dia

No jornal Clinical Oncology de dezembro de 2004, pesquisador australiano que integra o Departamento de Oncologia Radioterápica de Sydney, apresenta dados que põem seriamente em dúvida a eficácia da quimioterapia no tratamento do câncer.

Logicamente aquele estudo foi pouquíssimo divulgado por aqui.

Segundo o estudo [ver fac-simile abaixo], a contribuição global da quimioterapia na sobrevivência de pacientes adultos ao longo de 5 anos foi estimada em 2,3% na Austrália e 2,1% para os Estados Unidos.

Significa que depois de ter usado somente quimioterapia, ao final de cinco anos, apenas em torno de 2% dos pacientes estarão vivos [survival rate]. Quase todos estarão mortos antes de cinco anos. A conclusão do coordenador da pesquisa, G. Morgan, oncologista do Royal North Shore Hospital na Austrália é a de que se impõe uma “rigorosa avaliação do custo-benefício e do impacto na qualidade de vida” dos pacientes submetidos a quimioterapia.

O estudo acompanhou prontuários de dezenas de milhares de pacientes [segundo tem divulgado o dr Lair Ribeiro, no Brasil: https://www.youtube.com/watch?v=ChELeL_KIA0] com 22 tipos diferentes de câncer, e o resultado parece evidentemente desolador e desapontador em termos do uso da quimioterapia como opção para o tratamento do câncer, ou de vários tipos de câncer.

Ao menos é o que sugere aquele estudo indexado [MEDLINE] e aceito pela US National Library of Medicine norte-americana. Ou seja, aquela investigação – portanto uma má notícia para os usuários da quimioterapia e que também deveria sê-lo para os grupos que lucram com a quimioterapia - procede dos próprios meios oncológicos oficiais.

O debate está aberto, portanto.

Aqueles que se preocupam com a saúde pública, com a recuperação saudável de pacientes portadores de câncer, aqueles que já viram de perto o horror dos efeitos do tratamento com quimioterapia e também com radioterapia, no mínimo deveriam pressionar os órgãos democráticos da área de saúde, em especial as associações e sindicatos de trabalhadores da saúde, para que esse debate possa começar a acontecer no nosso país.

Trata-se, em última instância, de abrir o debate sobre o tratamento oficialmente e imperiosamente adotado para o câncer, que faz uso de radiações ionizantes e drogas citotóxicas, no sentido da seguinte questão: de fato, esse tipo de tratamento é mais voltado para a cura ou para os megalucros dos monopólios da chamada “indústria do câncer”? E sendo voltado para a cura, por que, além de devastar o organismo de quem está sendo tratado, oferece resultados tão duvidosos segundo aquele estudo dos cientistas australianos?

Seguramente opiniões acaloradas vão se levantar contra essa necessária discussão – como ocorreu em relação à fosfoetanolamina [http://www.esquerdadiario.com.br/Medicina-no-capitalismo-refem-de-patentes-segredos-comerciais-e-concorrencia-Parte-I] anos atrás - mas certamente esse debate, seja qual for o resultado final, não pode deixar de acontecer e em condições as mais democráticas possíveis.

E, portanto, também, a partir do contraditório e não com base na opinião hegemônica na autocracia médica.

Em especial, certamente aqueles que questionam uma medicina moldada pela lógica do capital não podem silenciar a respeito.
[Crédito de imagem, modificada: site thecatholicassociation.org]
Gd
Brasília 19/9/17
[AVISO – O objetivo desta nota é puramente didático/informativo, na linha de levantar o debate; não pretende alimentar qualquer expectativa de aconselhamento médico/profissional em qualquer direção específica].




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