EDITORIAL

Que as centrais sindicais organizem milhares de ônibus de todo o país para ocupar Brasília

As centrais sindicais se reuniram nesta última quinta-feira e apresentaram como proposta unitária construir um calendário para Ocupar Brasília entre os dias 15 e 19 de maio. É preciso construir pela base e que as centrais sindicais garantam milhares de ônibus para ocupar Brasília.

Diana Assunção

São Paulo | @dianaassuncaoED

Felipe Guarnieri

Operador de trem da L1 azul do Metro de SP

sexta-feira 5 de maio| Edição do dia

Depois da enorme greve geral de 28 de abril, onde milhões de trabalhadores paralisaram em todo o país é preciso continuar e aprofundar a luta para realmente derrotar as reformas do governo golpista de Temer. Viemos colocando no centro de nossa política a exigência às centrais sindicais a preparação de uma greve geral até derrubar as reformas e também o governo. Com este novo chamado a ocupar Brasília, acreditamos que há tarefas fundamentais para construir a luta de forma consequente para vencer.

As centrais sindicais precisam determinar qual o dia que será feita uma grande manifestação em meio a semana de ocupação de Brasília para que seja possível organizar centenas de milhares de trabalhadores e jovens para chegarem na cidade. Daqui até o dia 19, teremos 15 dias para potencializar e construir comitês nas fábricas, locais de trabalho e estudo para reunir milhares de trabalhadores e jovens com o objetivo de tomar a luta em suas mãos. A unidade não deve se dar apenas nas reuniões dos dirigentes das centrais sindicais, mas deve ser construída pela base. Não podemos esquecer que estas centrais sindicais estão se movimentando pela pressão dos trabalhadores, mas que buscam como objetivo negociar uma reforma mais “mediada” e não levam a sério a consigna pelo “Fora Temer”, pois na verdade buscam a governabilidade de acordo com seus interesses meramente eleitorais.

É por tudo isso que a batalha por comitês de base é decisiva. Em cada local de trabalho é necessário exigir dos sindicatos e entidades estudantis que organizem, e caso se neguem os próprios trabalhadores precisam organizar tomando a luta nas suas mãos. Estes comitês devem ter como tarefa central massificar a luta até o dia 19, pensando ações em cada local, mas batalhando para que milhares de trabalhadores e jovens se disponham a ir pra Brasília no dia grande manifestação que precisa ser marcada pelas centrais, não para mera pressão parlamentar, mas para enfrentar efetivamente a reforma trabalhista e da previdência indo ao coração do poder político brasileiro mostrar sua própria força.

A ida a Brasília, para nós, é encarada como parte de um plano de luta na preparação de uma greve geral para realmente derrubar as reformas e este governo. Por isso, é preciso exigir das centrais sindicais que construam massivamente a Ocupa Brasília, garantindo milhares de ônibus em todos os estados brasileiros. Devemos batalhar também para paralisar os locais para potencializar e massificar este dia.

Ao mesmo tempo, nós batalharemos, nos comitês e na própria marcha em Brasília, para que seja marcado um novo dia para uma greve geral dessa vez mais longa e ainda maior que o dia 28. Precisamos de um plano de luta efetivo, construído pela base, para vencer, derrubando as reformas e Temer. E, neste caminho, frente a crise política que vivemos no país, também vamos batalhar para eleger representantes para uma Constituinte Livre e Soberana, que tenha como primeira tarefa anular todas as reformas e ataques do governo golpista, e também de governos anteriores do PT e do PSDB, abrindo caminho para resolver os grandes problemas do país de forma a que sejam os capitalistas que paguem pela crise.

Chamamos todos os trabalhadores e jovens a levantar essas bandeiras junto com o MRT, Movimento Nossa Classe, Juventude Faísca e grupo de mulheres Pão e Rosas, usando o Esquerda Diário como nossa ferramenta.




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