DOSSIÊ TROTSKI / 77 ANOS___100 ANOS DA REVOLUÇÃO RUSSA_____

Qual o legado estratégico da Revolução Russa? [Palestra]

Gilson Dantas

Brasília

quarta-feira 30 de agosto| Edição do dia

Em maio passado foi realizada na Universidade Federal de Goiânia [UFG] a primeira parte do Seminário sobre o centenário da Revolução Russa, com palestras dos professores David Maciel, Osvaldo Coggiola, Cláudio Maia e outros.

Esquerda Diário se fez presente.

Qual o legado estratégico da Revolução Russa? Este foi o tema que nos tocou palestrar e cujo vídeo está disponível ao final desta nota.

Na palestra, seguida de debate, se procurou argumentar sobre questões do tipo: que nova reflexão ou legado nos traz o marxismo da Revolução Russa? Quais eram os elementos de época que demandavam por um marxismo que superasse as normas, para nada estratégicas, da II Internacional de Kautski/Bernstein?

O que significa dizer que a Revolução Russa rompe com a norma dominante do que se entendia como revolução socialista? Que elementos estratégicos a era das revoluções proletárias e do imperialismo colocavam na pauta?

Por que a escola de Lenine/Trotski, da III Internacional não degradada pelo stalinismo, não seguiu como referente para o movimento comunista mundial? Por que passou a ser possível que um país, mesmo atrasado, mas que contasse com um importante núcleo operário, poderia se lançar à revolução proletária, dando assim o ponta pé inicial para a revolução socialista mundial?

O que significa uma revolução cega? Por que se pode afirmar que a Revolução Russa foi a revolução mais consciente da história?

O que significa dizer que a II Internacional, socialista, estava apodrecida e que se fazia necessária uma nova Internacional da revolução socialista? Qual a nova relação que se estabelecia entre proletariado e burguesia nativa, local, nos tempos do imperialismo?

Ao final dos debates foi feito um chamado ao estudo permanente sobre a estratégia bolchevique, um livro aberto para hoje. E que permite que se discuta os problemas tático-estratégicos formulados pelos dirigentes da Revolução Russa, como o dos órgãos de auto-atividade de massas em direção a um Estado de novo tipo, a crítica à questão das frentes policlassistas, da aliança com a direita “para governar” e tantos outros temas da agenda revolucionária que são tão atuais quanto clássicos.
[A palestra nossa foi feita como Esquerda Diário e pós-doutorando pela UnB]




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