Gênero e sexualidade

MÃES E CRIANÇAS NA UNICAMP

Pula-catraca e jantar coletivo das crianças na Unicamp

Estudantes da Unicamp mães e pais de crianças organizaram no jantar de ontem um protesto pelo direito das crianças acessarem os restaurantes da universidade gratuitamente. No trecho do chamado do evento organizado no facebook, reproduzido abaixo, as mães denunciam momentos de constrangimento quando foram impedidas de se alimentar no RU com seus filhos.

quinta-feira 10 de setembro de 2015| Edição do dia

“Após inúmeras de nós, majoritariamente mães, serem impedidas de frequentar o bandejão com nossos filhos, resolvemos nos reunir para realizar uma manifestação contrária a essa atitude, a nosso ver, preconceituosa! O caso mais recente foi o da estudante Graciete, que foi barrada e impedida de entrar no bandejão, por estar acompanhada por seus dois filhos e um deles ter 11 anos — ambos, aliás, já haviam almoçado no PRODECAD [creche] desta mesma instituição, que oferece a mesma comida do bandejão. Além desse caso, outros muitos aconteceram, como a Virginia Borges, que foi impedida de entrar com sua filha de 9 anos e a Kati Shishito, também impedida de entrar com seu filho. Entre esses casos, destaco o de minha vizinha, Eliane Gonçalves, que foi impedida de entrar com seus quatro filhos (um de 2, um de 5, um de 7 e outro de 9), com o argumento de que o de 9 era "grandão demais". É curioso apontar que todos os casos por nós sabidos aconteceram com mulheres, sendo 85% delas, moradoras da moradia, o que significa serem bolsistas. Porém esse dado, embora tenha de ser levando em conta, não exclui o direito de todos estudantes (inclusive os estrangeiros, comumente excluídos), sejam eles mulheres ou homens, poderem frequentar todos os espaços existentes na universidade, acompanhados por seus filhos sem ter de pagar por isso! Incluímos nessa, a questão das trabalhadores e dos trabalhadores terceirizados, cujos filhos não podem usufruir nem do restaurante universitário nem da creche.”

Também chegaram informações de que o impedimento de crianças nos espaços dos restaurantes era uma resposta da administração a reclamações de estudantes que se incomodam com a presença das crianças. O ato foi uma resposta a essa postura excludente da administração que recebe ordens da reitoria.

Na concentração do ato as crianças participaram da confecção dos cartazes enquanto brincavam com tinta. Gritando palavras de ordem pelas crianças e famílias centenas de estudantes participaram do ato, dando seu apoio.

As crianças pularam as catracas e lá dentro, ao comerem juntos, crianças pais e estudantes ainda cantavam “Vai ter criança sim!”




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