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Protestos contra a brutalidade policial continuam em Paris: há novas prisões

O caso do jovem Théo, que no ultimo 2 de fevereiro foi espancado e estuprado por vários policiais, desencadeou em uma onda de protestos de rua. Há dezenas de detidos em repressões violentas.

segunda-feira 13 de fevereiro| Edição do dia

Novamente a polícia francesa prendeu ontem à noite, na cidade de Drancy, uma dezena de pessoas que protestavam contra a prisão violenta no último 2 de fevereiro do jovem negro de 22 anos, Théo, que foi espancado e estuprado com um cassetete por um grupo de policiais na cidade de Aulnay-sous-Bois. O jovem foi hospitalizado, submetido a uma cirurgia com uma lesão no esfíncter anal de dez centímetros de profundidade devido à violência do estupro policial.

Na semana passada, em Saine Saint-Denis, 25 pessoas foram presas enquanto protestavam, acusadas de “atos de violência” contra as forças da ordem.

Um dos policiais envolvidos foi acusado de estupro, enquanto os outros três foram acusados de atos de violência gratuita. No entanto, embora suspensos, todos estão em liberdade.

Cinicamente, o ministro francês do interior, Bruno Le Roux, chamou hoje à calma e assegurou que não tolerará atos violentos. “Não será aceito nenhum desvio”, afirmou o ministro, que pediu confiança na justiça e respeito para as forças da ordem, e salientou que a investigação em marcha “fará seu trabalho sem nenhuma pressão”.

Mas o cinismo não se limita a Le Roux. O presidente François Hollande visitou Théo no hospital na terça feira passada, e pediu aos jovens que “não façam guerra” contra a polícia. Parece piada de mau gosto se não fosse ele mesmo o responsável por essas “forças da ordem” que apela ao respeito.

Assédio, detenções arbitrárias e violentas são cada vez mais frequente contra os jovens imigrantes nas periferias francesas. Em 24 de julho passado, o jovem Adama Traore morreu depois de uma violenta detenção policial.




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