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ALEMANHA

Protestos anticapitalistas se multiplicam em Hamburgo contra cúpula do G-20

Um forte esquema de repressão foi montado nesta terça (06) em Hamburgo, na Alemanha, para conter a revolta de milhares de manifestantes contra o G20. Cerca de 30 protestos estão confirmados durante a realização do evento.

quinta-feira 6 de julho| Edição do dia

Foto: Reuters

O equivalente à polícia de choque alemã fechou ruas em Hamburgo para tentar dispersar manifestantes que protestam contra a realização da cúpula de líderes do grupo das 20 maiores economias do globo (G20). Há também muitos caminhões blindados da polícia e helicópteros sobrevoam a região.

"Bem vindo ao inferno" dizia a faixa de um dos protestos ocorrido nesta terça. Os manifestantes atacam principalmente a figura do reacionário Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Alguns vestem camisetas com "Trump FCK". A massa grita palavras de ordem contra o evento e contra o capitalismo. O G-20 começa oficialmente amanhã, mas a revolta dos milhares de jovens contra este sistema, representado em seus chefes de Estado, já foi brutalmente reprimida polícia nesta terça.

Gás lacrimogêneo, gás de pimenta e canhões de água foram usados contra os manifestantes, que jogaram objetos contra os policias para se defender. Cerca de 20.000 policiais se dedicam em garantir a repressão.

O presidente golpista Michel Temer chegou a declarar que não iria ao evento para tentar pressionar pela reforma trabalhista, mas voltou atrás na decisão e embarcou para a Alemanha.

Hamburgo é uma cidade que tem histórico de movimentos de esquerda. Os manifestantes pretendem, com dezenas de protestos contra o G-20, retomar este espírito. Os atos vinham sendo preparados há mais de um ano, quando foi anunciada que a reunião ocorreria lá. A burguesia dos países do G-20, representada em seus governantes, concentram cerca de 80% de toda a riqueza do mundo e 3/4 do comércio mundial.

Com informações da Agência Estado.




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