Internacional

REFFUGIADOS GRÉCIA

Protesto contra um ministro de Syriza em um campo de refugiados grego

200 refugiados começaram uma greve de fome e protestaram por cinta das pessímas condições que passam no acampamento.

terça-feira 7 de fevereiro de 2017| Edição do dia

O movimento contra o racismo KEERFA explicou que os refugiados que se queixam, entre outras coisas, de "falta de respeito por parte de quem lhes proporciona os serviços básicos", de "escassez de leite e fraldas para as crianças", de que não tem "água quente ou lavanderia" e de que a qualidade da comida, que qualificam de "inaceitável". Também, protestam porque a falta de tradutores "tona-lhes impossível ir ao hospital".

Os refugiados se enfrentaram com o ministro grego de Migração, Yannis Muzalas, que disse a imprensa que não havia "nenhuma greve de fome" e acusou um grupo de refugiados de ter impedido a chegada de caminhões com alimentos. Segundo o ministro, o protesto se deve a um "pequeno grupo" que tenta gerar problemas no acampamento. O ministro visitou o campo enquanto a polícia se enfrentava no lugar e produziam-se choques e enfrentamentos com os refugiados.

Quando o ministro chegou ao campo de refugiados foi recebido pelo protesto de uma cadeia humana que o impediu de passar por mais de meia hora.

O campo de Ellinikó, onde residem atualmente 1.300 pessoas, funciona nos terrenos do antigo aeroporto abandonado. O governo grego havia prometido que este campo, sem condições mínimas para os refugiados seria evacuado e seus ocupantes enviados a outros centros, porém isso não ocorreu.

Em meio a um inverno muito frio, os refugiados não recebem uma alimentação adequada, as crianças não estão estudando e se complica muito receber atenção médica básica.

No centro de Atenas teve manifestações em apoio aos refugiados e contra a política do governo grego.




Tópicos relacionados

Imigrantes   /    Refugiados   /    Imigração   /    Grécia   /    Syriza na Grécia   /    Internacional

Comentários

Comentar