Educação

28A EM PROFESSORES

Professores se preparam para uma grande mobilização, apesar da direção da APEOESP

Professores da rede estadual preparam uma forte mobilização para o 28A apesar das manobras da burocracia que dirige a Apeoesp (Articulação/CTB) que aprovou nesse ultimo CER o cancelamento dos ônibus do interior para o ato da capital e não marcou uma assembleia da categoria.

sábado 22 de abril de 2017| Edição do dia

Nós professores da rede pública estadual de São Paulo precisamos nos mobilizar para que em unidade com estudantes e pais todas as escolas do Estado parem no dia 28 de abril. Essa é a tarefa e a contribuição da categoria para que nesse 28A ocorra uma forte e efetiva paralisação dos trabalhadores de todo país que nos abra o caminho para uma greve geral que derrote as Reformas da Previdência, Trabalhista e a Terceirização irrestrita já sancionada por Temer. No entanto ressalta-se: Precisamos construir um forte 28A, superando e APESAR das constantes manobras e traições de Bebel e da direção da Apeoesp que visam descaradamente controlar e sabotar a disposição de luta da categoria. Após adiantarem o calendário eleitoral ao invés de focar toda a força do sindicato nas lutas contra as Reformas, como denunciamos aqui, agora querem sabotar para que não ocorra uma massiva mobilização de professores na capital nesse 28A. O último Fax Urgente da Apeoesp publicado dia 19/04 diz: “Na manhã de terça-feira, dia 18, o Conselho Estadual de Representantes (CER) reuniu-se para deliberar sobre as ações preparatórias para a greve geral”.

No entanto as “ações preparatórias para a greve geral” foram: Não marcar uma assembleia da categoria no dia 28 e cancelar os ônibus de uma hora para outra do interior para a capital, sendo que as listas já estavam sendo preenchidas há semanas em diversas subsedes como em Marília, Assis etc.

Em outro trecho diz: “As subsedes da Capital e Grande São Paulo devem fazer atividades regionais na parte da manhã e realizar esforço para trazerem professores/as, para participarem às 17hs, de um ato no Largo da Batata (Pinheiros)”.

Mesmo na capital e Grande São Paulo vemos a burocracia dificultando os ônibus para o Ato no Largo da Batata, como na subsede da Zona Norte da capital em que os professores estão tendo de passar um abaixo assinado nas escolas para que a direção do sindicato disponibilize ônibus, assim como tendo que gravar vídeos para denunciar o fato dessa mesma burocracia estar se negando até mesmo a imprimir panfletos de chamado para o ato. Um absurdo!

Vemos que o termo “realizar esforço” para levar professores para o ato das 17hs no Largo da Batata, na pratica significa o esforço de ter de enfrentar essa burocracia que busca freiar a mobilização dos professores. Seu objetivo é claro: por um lado impedir que a forte disposição de luta que os professores demonstraram na paralisação do 15M fuja de seu controle e de suas mobilizações rotineiras. Por outro canalizar a força da mobilização eleitoralmente apontando como solução o “Lula2018”. Não por coincidência vimos nas ultimas semanas Vagner Freitas, presidente da CUT, mudar substancialmente a linha da central que antes dizia que não sentaria para negociar com um governo golpista e exigia que o projeto da Reforma da Previdência fosse derrubado e que nesse dia 11/04 anunciou que agora querem sentar com Temer para “negociar com transparência” exigindo que este “abra honestamente os números da Previdência”.

Sobre cancelar os ônibus do interior para capital, a burocracia finge se tratar apenas de uma questão tática de “descentralizar com atos em cada cidade e região”. No entanto sabemos que essa é uma manobra para frear a luta dos professores e evitar uma massiva mobilização na capital. O 15M foi a demonstração concreta de que é totalmente possível e necessário construir um forte ato centralizado na capital através da organização dos professores grande são Paulo e interior e que isso em nada se opõe a também construir grandes atos locais em cada cidade. Por isso é fundamental que cada professor tome a construção do 28A nas suas próprias mãos - através das panfletagens, atos, comitês Contra Reforma, passagens nas escolas - para derrotarmos as Reformas e ao mesmo para arrancarmos essa burocracia da direção do sindicato, transformando a APEOESP num forte instrumento de luta controlado pelos professores.




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