Educação

GREVE DOS PROFESSORES DE SP

Professores, na segunda semana de greve, realizam ato em Campinas

quinta-feira 26 de março de 2015| Edição do dia

Dezenas de professores realizaram junto à comunidade um ato nesta quarta-feira no distrito do Ouro Verde, na cidade de Campinas (SP).

Esta foi mais uma iniciativa de uma série de medidas que os professores realizaram nessa segunda semana de greve, que incluem paralisações de escolas, carreata na região do Campo Grande, protesto com a vinda de Alckmin na cidade e manifestações de rua junto aos estudantes que crescem a cada dia.

Esquerda Diário entrevistou Francisco Nery, professor da região dos DICs, na escola estadual Eduardo Barnabé

ED: Conte-nos como foi o ato na região do DIC nesta tarde de quarta-feira?

Francisco: Foi uma primeira iniciativa na região, importante, para resgatar a união e tradição de luta de nossas escolas e dar visibilidade a nossa greve. Estamos em um momento determinante, e unificar os grevistas com aqueles que ainda não aderiram ao movimento, com a comunidade escolar, o que é fundamental para ampliar nosso movimento, seguir firme e pressionar pela abertura de negociação.

ED: Foi um ato impulsionado por professores, mas contou com o apoio da população e outros setores?

Francisco: Sim, o ato foi organizado pela Oposição Alternativa, setor de oposição à direção de nosso sindicato, do qual o grupo Professores Pela Base faz parte. Ele reuniu professores de nossa região, colegas de escolas de outros bairros, mas também estudantes da rede, familiares e estudantes da Unicamp. O diálogo com a população é fundamental, já que qualquer mãe e pai sabem do abandono das escolas públicas. Os alunos, nem se fale, sentem junto conosco dia-a-dia o caos, e talvez por isso o apoio que recebemos nessa greve dos estudantes é imediato e nos enche de energia. Além da presença deles em nosso ato, nos últimos dias os estudantes saíram às ruas por toda a cidade ao nosso lado, como foi o caso das escolas Tomás Alves, Monsenhor Luiz Gonzaga e Julio Mesquita, além de diversas expressões de solidariedade pelas redes sociais.

ED: Quais foram as principais reivindicações expressas no ato?

Francisco: Estamos em luta pela reabertura de mais de 200 salas fechadas em Campinas, que garantiria emprego a todos professores demitidos e aulas com mais qualidade sem salas superlotadas. Além disso, não é possível em um ano que começa com a inflação subindo pelas paredes nos mercados, nas passagens de ônibus e nas taxas de água e luz, que o governo ofereça 0% de reajuste a nossa categoria; é uma afronta a nossa dignidade. Lutamos também para que aqueles professores categoria O que estão em duzentena possam retornar imediatamente para a sala de aula.

ED: Existem novas iniciativas programadas na região?

Francisco: Nessa quinta organizaremos reuniões com os pais e mães na escola Eduardo Barnabé para seguir dialogando com a comunidade. Teremos também nossa assembleia regional no centro de Campinas e um ato no dia nacional de luta pela educação, o 26M. Se o governo não sentar para negociar com a categoria e não apresentar nenhuma proposta concreta até a nossa assembleia de sexta, na próxima semana novas panfletagens e atos irão se intensificar na região.




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