Educação

GREVE DOS PROFESSORES SP

Professores fecham rodovias e avenidas por todo Estado de São Paulo

quinta-feira 9 de abril de 2015| Edição do dia

O dia de hoje foi marcado por importantes atos de professores por todo Estado de São Paulo. Os manifestantes exigiram que o governo abra negociação. Mesmo com a greve entrando em sua quarta semana, o governo realizou apenas uma reunião com os representantes da categoria e não acenou para o atendimento de suas reivindicações. Se ele apostava no cansaço do professorado, se surpreendeu com a disposição e a garra que eles têm mostrado.

Em Sorocaba, cerca de 300 pessoas se concentraram na praça Frei Baraúna, às 8:00 da manhã, de onde saíram por importantes ruas da cidade até o Terminal São Paulo. O ato foi organizado por estudantes de diversas escolas estaduais da cidade e contou com a participação de professores e outros apoiadores.

Também nessa manhã, mais de 250 professores de Campinas e região, contando com o apoio de estudantes, paralisaram as rodovias Santos Dumont e Anhanguera, como forma de pressionar o governo a abrir negociação.

Um sarau-ato marcou a manhã de luta na cidade de Marília, onde os professores se reuniram com intervenções artísticas como forma de dialogar com a população e defender a escola pública.

Na cidade de Rio Claro, professoras e professores fizeram uma caravana. Andando em marcha lenta e com os pisca-alerta ligados, eles fizeram um buzinaço pela cidade, passando em diversas escolas para convencer mais professores a se somarem à luta.

Em São Carlos, um grupo de 300 professores e estudantes também fizeram uma manifestação na tarde dessa quinta-feira. Saindo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), os manifestantes seguiram pela principal avenida da cidade, bloqueando o trânsito nos dois sentidos.

A grande São Paulo também foi palco de importantes manifestações. Em São Bernardo, centenas professores se reuniram em assembleia na Praça Brasil, de onde saíram em ato pela cidade.

Na zona oeste de São Paulo, cerca de 100 professores fecharam a Rodovia Raposo Tavares, estrada que liga a capital ao interior paulista. Depois os manifestantes saíram em direção ao metrô Butantã, de onde se dispersaram no fim da tarde.

Também em São Paulo, professores da zona norte da capital e da cidade de Guarulhos fecharam a rodovia Dutra, importante via que liga São Paulo a cidades como São José, Taubaté e Rio de Janeiro. Centenas de manifestantes, entre professores, estudantes e apoiadores, paralisaram a rodovia com faixas e cartazes que expressavam a luta em defesa da educação.

A assembleia estadual da categoria está marcada para amanhã, dia 10/04, às 14:00, próximo ao estádio do Morumbi. Nessa assembleia, os professores irão discutir os próximos passos do movimento.

Os Professores contra o PL4330 e a redução da maioridade penal.

Nas manifestações, também pôde-se ver faixas contra a aprovação do PL 4330, recém-aprovado no congresso nacional. Segundo os manifestantes, o projeto de lei que amplia e incentiva a terceirização, se refletirá também na educação, como em todos as outras categorias. O projeto de lei que pretende reduzir a maioridade penal, também foi questionado pelos grevistas. Uma faixa com o dizer “mais educação e menos presídios” foi levada pelos manifestantes no ato de Campinas.




Tópicos relacionados

Greve professores SP   /    Educação

Comentários

Comentar