Educação

PROFESSORES ACRE

Professores do Acre enfrentam governo de Tião Viana do PT

Em greve desde 17 de junho os professores da rede estadual do Acre vêm enfrentando a truculência e sofrendo vários ataques do governo estadual de Tião Viana do PT, como corte de ponto.

quarta-feira 12 de agosto de 2015| Edição do dia

Assim como PSDB fez com os professores em SP, ameaça de demissões dos professores temporários e/ou em estágio probatório e anúncio de abertura de um concurso simplificado para substituir provisoriamente os professores grevistas que não retornarem ao trabalho, tudo isso vindo do governo de um partido que se diz dos trabalhadores, mas que na verdade se mostra cada vez mais disposto a atacar nossos direitos, como temos visto nesse segundo governo de Dilma, que inclusive acaba de aceitar a agenda de Renan Calheiros, em mais uma rendição ao PMDB.

Os professores do Acre estão em luta por reajuste salarial, piso nacional para os outros servidores de escola e realização de concurso público, mas até o momento o governo se nega a negociar com os grevistas, tal qual PSDB fez em SP. Jornada extenuante, baixo salários, salas lotadas é parte do dia a dia dos professores no Acre. Mais uma vez a semelhança entre PT e PSDB no modo de governar para a educação fica evidente.

No dia 15 de julho foi aprovado na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) um aumento de até R$3,5 mil para os delegados da Polícia Civil, enquanto para os professores o governador Tião Viana (PT) afirma que “não tem dinheiro, é uma crise nacional, o Brasil vai sair dela, mas esse ano, não tem qualquer possibilidade de conceder aumento“.

A posição do governo petista do Acre é bem clara, acabar com a greve dos professores seja pelos ataques ao direito de greve, punindo com demissões e o não pagamento dos salários, ou se preciso for com agressões físicas, como o sindicato da categoria o SINTEAC, afirma ter acontecido em nota publicada no dia 11/08, quando um vereador agrediu dois professores com pedaços de concreto.

O caminho das greves

A greve dos professores do Acre se insere nos diversos movimentos grevistas da educação que, desde o inicio do ano, percorre todo o território nacional, tendo no Paraná e, em menor escala, em São Paulo seus momentos altos. A educação na “Pátria Educadora” tem sido uma das áreas com os maiores recortes orçamentários, e tem nos professores os menores salários do funcionalismo público de nível superior.

Os professores do Acre nessa dura greve contra o PT estão mostrando aos professores de todo país algo muito importante, PT e PSDB atuam da mesma maneira na hora de atacar os trabalhadores e a educação e que a “Pátria educadora” é uma falácia, já que para conter a crise econômica e sustentar os lucros e ganhos dos ricos os governos municipais, estaduais e, sobretudo, o governo federal não hesitam em punir os professores.

Para nós trabalhadores só resta cobrir de solidariedade mais essa greve de professores e, principalmente, a construção de um verdadeiro pólo com independência de classe, que se coloque totalmente contra a oposição de direita encabeçada pelo PSDB, mas também contra o governo de Dilma e os governadores e prefeitos do PT. Construindo verdadeiras mobilizações dos trabalhadores contra os ajustes e arrocho salarial impostos pela burguesia e que una todos os setores antigovernistas e classistas, como a Conlutas e as duas Intersindicais, além dos partidos como PSOL, PSTU e demais organizações de esquerda.




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