Educação

GREVE DE PROFESSORES EM SP

Professores das particulares em SP paralisam 103 escolas contra a reforma trabalhista

Professores das particulares de SP fazem nova paralisação com indicativo de greve contra a mudança na convenção coletiva e a implementação da reforma trabalhista. As negociações já duram cinco meses e, sem avanços nas resoluções por essa via, os professores têm se mobilizado para dizer não a precarização.

terça-feira 29 de maio| Edição do dia

Imagem: Portal Vermelho

Hoje pelo menos 103 escolas da rede particular de SP estão paralisadas pelos professores que lutam contra a implementação da reforma trabalhista de Temer. Haverá também uma assembleia com indicativo de greve, às 14h na sede do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), e uma manifestação em seguida, com concentração na estação de metrô Santa Cruz e seguindo até a avenida Paulista.

Os professores das escolas particulares estão em luta contra a proposta do sindicato patronal de alterar a convenção coletiva, que significa a implementação da reforma trabalhista, em vigor desde novembro, na categoria. As negociações já duram cinco meses e, sem avanços nas resoluções por essa via, os professores têm feito paralisações, manifestações, aulas públicas e se organizado em assembleias e reuniões para refletir os próximos passos. A última paralisação foi bem sucedida em diversas escolas, com apoio dentre os estudantes e as famílias. É possível que hoje, em assembleia, decidam por deflagrar greve.

A proposta da patronal, que quer aproveitar as brechas abertas pela reforma trabalhista para aumentar os lucros dos patrões, donos das particulares e tubarões do ensino, é a suspensão da convenção coletiva. Como consequências a proposta impõe que os professores tenham diminuídos os recessos escolares, aumentados os prazos mínimos de tempo de trabalho para conquistar um semestre de estabilidade salarial, e percam o direito a bolsas de estudos para seus filhos em escolas de até 200 estudantes.

Na prática, com as propostas da patronal, os professores podem não ter garantidos os seus períodos de descanso, já que a maioria trabalha em mais de uma escola e a proposta modifica os períodos de trabalho semestrais. Esses ataques têm a assinatura de Temer, sobretudo pela regra do trabalho intermitente inaugurada pela reforma trabalhista, que combinada à regra da “livre negociação” e outras “modernidades” instaura a semiescravidão na classe trabalhadora.

Veja também: Pagar para trabalhar é a nova modalidade de exploração inaugurada pela reforma trabalhista

Portanto a luta dos professores da rede particular de SP é muito importante e merece todo apoio. Como declarou a professora da rede estadual de SP e militante do movimento Nossa Classe Educação, Marcella Campos:

“A luta dos professores das escolas particulares para manter o acordo da categoria contra a retirada de direitos que os patrões, donos e tubarões do ensino querem fazer é a mesma luta dos professores que enfrentam a precarização da educação na rede pública, já que querem sugar até a última gota do ensino público para passar os empresários. É a mesma luta dos professores em todo país contra a nova Base Nacional Comum Curricular que tem intervenção direta do imperialismo. É também a luta vitoriosa dos professores municipais de São Paulo contra a privatização da Previdência do funcionalismo que Doria queria impor para que banqueiros lucrassem. Ou seja a luta contra que governos, empresas e os grandes monopólios do ensino sigam lucrando com a educação. Por isso apoiamos irrestritamente o movimento desses professores.”

Veja aqui a lista completa das escolas paralisadas divulgada pelo Sinpro-SP




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