Educação

Professores da zona norte de SP e de Guarulhos fecham a Via Dutra

quinta-feira 9 de abril de 2015| Edição do dia

1 / 3

Na tarde do dia 09 de abril, quando a greve dos professores estaduais de São Paulo está próxima a completar um mês, educadores da zona norte da capital paulista e da cidade de Guarulhos fecharam a importante Via Dutra que liga São Paulo a cidades como São José dos Campos e Taubaté e ao Rio de Janeiro.

Essa manifestação que contou com a presença de centenas de professores, estudantes e apoiadores, dentre as quais uma delegação da torcida do Corinthians Gaviões da Fiel, foi mais uma ação para levar as demandas da greve para a população. Com faixas e cartazes expressando sua luta em defesa de uma Educação pública, gratuita e de qualidade para todos, além de denúncias contra a PL 4330, aprovada ontem e que amplia ainda mais a terceirização no país, os professores seguiram pela Via Dutra em direção ao centro de Guarulhos.

“A PL 4330 é um grande ataque aos direitos dos trabalhadores. Numa categoria como a de professores em que há um imenso número de precários essa lei só pode ser repudiada por nós. Os mais de 30 mil professores precários, conhecidos como Categoria O, que foram demitidos esse ano pelo governo de Geraldo Alckmin, precisam reaver seus postos de trabalho. Lutamos contra a terceirização e a precarização, entre os professores, e entre todos os trabalhadores”, afirmou Marcella Campos, do Professores pela Base – Movimento Nossa Classe e membro do comando de greve da zona norte da capital paulista.

Um dos objetivos do corte de estradas protagonizados pelos professores em diversas regiões do estado no dia de hoje, era também exigir a abertura imediata de negociações. “O governo do estado de Geraldo Ackmin está se mostrando absolutamente intransigente. Continua se negando a negociar conosco nossas demandas por reajuste salarial, uma política de valorização do professor, e reabertura das salas de aulas fechadas, entre outras questões urgentes para a Educação. Enquanto isso recorre à imprensa para dizer que temos um salário alto, sendo que todos sabem que se trata do menor salário dentre os funcionários públicos com ensino superior. E não contente, Alckmin aumentou seu próprio salário. Desafiamos os políticos a viverem com o mesmo que um professor da rede estadual ganha”, declarou Marcio Barbio, também do Professores pela Base – Movimento Nossa Classe, e diretor de oposição da Apeoesp.

Os atos do dia de hoje foram uma preparação para a assembleia dos professores, que ocorrerá amanhã às 14h no Palácio dos Bandeirantes.




Tópicos relacionados

Greve professores SP   /    Educação

Comentários

Comentar