Sociedade

RACISMO

Professor indígena é espancado até a morte em Santa Catarina

O racismo não ficou em 2017: Na virada do ano, Marcondes Namblá, professor indígena é morto à pauladas enquanto vendia picoléna praia. Mais um crime racista de ódio contra a população indígena.

quinta-feira 4 de janeiro| Edição do dia

Marcondes Namblá, é indígena e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Na noite da virada do Ano, Namblá vendia picolés na praia da Penha, como forma de aumentar sua renda durante o final de ano, e foi espancado por um homem acompanhado de um cachorro. Namblá recebeu inúmeras pauladas e foi encontrado desacordado. Levado ao hospital, Namblá não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Namblá era morador de uma comunidade indígena em Santa Catarina e atuava como juiz e professor na UFSC, onde se formou na primeira turma de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica.

O professor tinha posicionamentos explícitos sobre a condição e a luta pelos povos indígenas: projetos ligados à revitalização do Laklãño-Xokleng, grupo indígena ao qual pertencia e em seu trabalho de conclusão do curso, estudou a prática do banho de rios das crianças indígenas e como eram afetadas pela Barragem Norte.

A morte de Namblá não é um fato isolado: todos os dias povos indígenas resistem e lutam para continuar existindo contra os ataques que tomam suas terras, tentam acabar com sua cultura e contra o ódio e racismo contra comunidades indígenas. Namblá, assim como muitas comunidades indígenas no Brasil, são perseguidos politicamente por resistirem.




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