VIOLÊNCIA NA GREVE DA UNICAMP

Professor da Unicamp agride estudantes em greve

terça-feira 12 de julho de 2016| Edição do dia

Ontem (11), estivemos como nos mais de 60 dias de greve garantindo sua manutenção, com base nas decisões democráticas tomadas em cada assembleia de curso com centenas de estudantes, nesta histórica greve na Unicamp. A intervenção de ontem foi no Instituto de Física, a aula era de uma turma de biologia, e o professor Ernesto Kemp, desrespeitando a autonomia e legitimidade do movimento de greve dos estudantes, queria aplicar o exame final. Estávamos lá pra conversar e garantir que nenhum estudante fosse prejudicado por uma imposição individual de um professor sobre a decisão coletiva dos estudantes.

O professor chegou bastante exaltado, sem aceitar nenhum tipo de conversa, partiu pros gritos, ameaças e ofensas, nos empurrou, tentou arrastar. Abusou de homofobia gritando coisas como "Sua bixa loca!" e que enfiasse o celular que gravava no cú. Não pensou duas vezes antes de usar sua força de macho alfa contra uma mulher de 1,50m, um show de opressão. Completamente descontrolado partiu pra cima de uma estudante que gravava o vídeo abaixo, no momento em que toma seu celular e avançamos para recupera-lo o professor acerta socos e arranhões contra outras duas estudantes, as fez sangrar. Um completo absurdo!

A Unicamp se vangloria por sua tradição democrática, mas infelizmente durante esta greve vimos que quando nos organizamos e lutamos para conquistar acesso a juventude negra implementando cotas, políticas de permanência para os estudantes pobres se manterem nos cursos e defender a educação e saúde publicas de qualidade, contra os cortes e sua precarização, o diálogo é na base da chantagem e repressão, como fez a reitoria judicializando nossos métodos de luta, ameaçando-nos com a tropa e choque. O que aconteceu ontem é a expressão máxima do autoritarismo que querem impor os setores mais conservadores da Universidade.

Contra este absurdo violento e toda ameaça de repressão e punição contra os que lutam, como é o caso das sindicâncias já abertas, seguimos nossa luta pela transformação da Universidade. Chega de excelência restrita e democracia hipócrita. Quem luta por educação não merece punição nem violência!




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