Sociedade

ATO CONTRA O AUMENTO EM SP

Primeira manifestação reúne milhares de jovens e termina com forte repressão da PM

Milhares de jovens, estudantes universitários e secundaristas, trabalhadores, ativistas e militantes de esquerda participaram hoje em São Paulo do primeiro ato contra o aumento das passagens para 3,80.

Edison Urbano

São Paulo

sábado 9 de janeiro de 2016| Edição do dia

Após o triunfo dos estudantes das escolas públicas contra o fechamento de Alckmin, a questão do rumo que o movimento contra as passagens adquire uma importância decisiva para muito mais do que o valor das passagens.

Nesse primeiro ato, a aposta do governo foi no tema batido do “vandalismo+repressão”. Desde cedo a polícia demonstrou que iria reprimir fortemente, com a presença ostensiva de helicópteros e da tropa de choque.

A marcha partiu do Theatro Municipal numa rota pelo centro até a av. 23 de Maio, mas foi barrada pela repressão violenta, com bombas, balas de borracha e cacetes.

Nas horas seguintes a polícia continuou perseguindo os manifestantes nas ruas da região central e nas vias de acesso à av. Paulista, enquanto alguns setores minoritários do ato realizaram pequenas depredações, contra ônibus, bancos e latas de lixo.

A cobertura da grande mídia conservadora passou a dar grande ênfase para as ações de “vandalismo” para tentar deslegitimar o protesto, numa operação ideológica conhecida de todos.

O desafio do movimento agora é dialogar profundamente com a população, para que a luta contra o aumento se transforme numa luta geral contra todos os ajustes. Um passo fundamental para isso é a adesão maciça dos estudantes das escolas públicas que vêm de barrar o fechamento das escolas. Os trabalhadores avançados também precisam levar esse debate para os seus locais de trabalho, para fomentar a organização pela base contra os ataques mais sentidos por todos.

De junho de 2013 para cá, a situação da educação, da saúde e dos transportes só piorou, enquanto o custo de vida aumenta sem parar. A juventude e os trabalhadores devem se unir num novo junho, superior, que ofereça uma saída de fundo contra a miséria capitalista.




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