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Contra a Guerra na Ucrânia | Primeira manifestação de rechaço a guerra na Ucrânia no Chile

Na praça de Armas do centro da cidade de Santiago, capital do Chile, se reuniram jovens, trabalhadores e organizações de esquerda para protestar contra a agressão russa na Ucrânia e a ingerência imperialista dos Estados Unidos e da OTAN.

sábado 26 de fevereiro | Edição do dia

Companheiras e companheiros, hoje estamos aqui para manifestarmos contra a agressão da Rússia à Ucrânia e para repudiar o imperialismo organizado na OTAN e sua ânsia expansionista. Eles são os principais responsáveis desta verdadeira tragédia que vive o povo da Ucrânia. Nossa solidariedade está com as centenas de milhares de trabalhadores e pobres da Ucrânia que se vêm forçados a se deslocar para não serem atingidos por bombas e balas. Hoje, mais que nunca, é necessário levantar as bandeiras do internacionalismo proletário.

Vladimir Putin - o mesmo que no ano de 2002 respaldou a invasão norte-americana ao Afeganistão - agora busca justificar sua decisão de bombardear e invadir por terra a Ucrânia com um discurso “libertador”. Esse discurso é falso. O que interessa a Putin na realidade é expandir a zona de influência da Rússia com o objetivo de beneficiar mais as oligarquias de seu país. Putin sempre respeitou as privatizações que tiveram lugar na Rússia quando a União Soviética se desintegrou, desde as quais nasceram essas oligarquias. Nem ele, nem o exército russo levam uma melhor vida para as e os trabalhadores da Ucrânia. Para enfrentar o imperialismo, não temos que depositar a mínima confiança em um caudilho autoritário que vem ajudar a repressão às manifestações no Cazaquistão. Somente a força dos trabalhadores e dos pobres do mundo poderá fazer frente ao imperialismo.

Por isso, da mesma forma que repudiamos a invasão Russa, repudiamos a hipocrisia dos meios de comunicação e do governo, que calam a boca frente o evidente expansionismo da OTAN fez no leste da Europa, a qual tem sido usada por Putin como justificativa para sua invasão à Ucrânia. Não esquecemos que a OTAN é uma aliança militar comandada pelos Estados Unidos, nascida da guerra fria e que está manchada com o sangue dos povos da Síria ou da Líbia. Seus interesses por entrar nos estados do leste europeu, somente revela a ânsia imperial de controlar o que antigamente era zona de influência da Rússia soviética. A Ucrânia é parte deste jogo do imperialismo. Seu mandatário, Zelenski - agora que a Rússia invade seu país - chama os ucranianos a se defenderem. O mesmo que queria entregar a Ucrânia de bandeja para os interesses do imperialismo norte-americano e europeu?

Não nos surpreende que o governo de Piñera se alinhe com o governo ucraniano e a OTAN: só demonstra seus interesses em que o Chile se mantenha subordinado ao imperialismo norte-americano. Mas também o novo presidente, Gabriel Boric, se alinhou nesse campo: denunciou que “Rússia tem optado pela guerra como meio para resolver conflitos” sem dizer nem meia palavra do expansionismo imperialista da OTAN.

Por isso, companheiras e companheiros, repetimos: estamos com as centenas de milhares de trabalhadores, trabalhadoras e pobres que estão lidando com a guerra que chega em suas cidades. É necessária a mobilização independente da classe trabalhadora com as oligarquias e as patronais da Rússia e Ucrânia e contra o imperialismo. A unidade internacionalista das e dos trabalhadores ucranianos, russos e do resto da Europa e do mundo contra essa guerra reacionária, confiando nos métodos da luta de classes , na greve e na mobilização massiva, como tem mostrado o caminho das rebeliões, é o que pode evitar a chantagem de escolher entre Rússia e OTAN, ou o governo pró-imperialista da Ucrânia. A libertação das e dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores.

Não a guerra reacionária. Fora as tropas russas da Ucrânia. Abaixo a intervenção imperialista da OTAN. Por uma Ucrânia independente, operária e socialista.

Texto traduzido do Izquierda Diario Chile




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