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Presidente da Petrobrás, indicado por Guedes, nega trabalho de terceirizados enquanto segue os explorando

“Funcionários da Ansa (Araucária Nitrogenada S / A, subsidiária autônoma do estatal), e não da Petrobrás, são 396. Agora, tem prestadores de serviços, fornecedores e tal. Supostamente, esse número é de 1.000. Para esses, a gente não pode fazer nada". Disse o presidente Roberto Castello Branco, indicado por Paulo Guedes.

sexta-feira 14 de fevereiro| Edição do dia

Em entrevista com o então presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, o qual foi fruto da indicação do atual ministro da Economia, Paulo Guedes (este mesmo que ontem em seu discurso expôs o quão racista é e como concretiza isso nas políticas de seu governo), coloca pra fora as atrocidades e o reflexo ao qual seu cargo está a disposição: desmonte da Petrobras, precarizando cada vez mais os postos de trabalho às custas da classe trabalhadora enquanto segue entregando a empresa ao imperialismo.

Na entrevista o então presidente da Petrobra fez a seguinte afirmação:

“Funcionários da Ansa (Araucária Nitrogenada S / A, subsidiária autônoma do estatal), e não da Petrobrás, são 396. Agora, tem prestadores de serviços, fornecedores e tal. Supostamente, esse número é de 1.000. Para esses, a gente não pode fazer nada. (Os 396 funcionários não são concordantes da Petrobrás, eram da Vale, de quem a Ansa foi comprada. Foi julgada inconstitucional sua absorção pela Petrobrás).”

O que significa atacar diretamente os trabalhadores terceirizados ao querer dizer “para esses, a gente não pode se fazer nada”. Como se esses trabalhadores não fizessem parte do corpo funcional da Petrobras, negando toda a exploração que se acentua por trás da terceirização desses trabalhadores.

A terceirização não vem de hoje e não é uma característica específica do Brasil, mas é inevitável afirmar que seguindo a crise capitalista que se desenvolve, a consolidação do projeto ao qual o governo de Bolsonaro e Guedes está a disposição é para consolidar o crescente nível de exploração e terceirização dos trabalhadores. A terceirização está atrelada com o descaso mais acentuado das condições de trabalho, dos direitos trabalhistas, do direito de manifestação (incluindo greves) e com isso a tentativa de rebaixamento das condições de vida dos trabalhadores em nome o lucro dos capitalistas.

Esse caminho de precarização ao qual o governo de extrema direita aprofunda a vida da classe trabalhadora não é passível de aceitação, muito pelo contrário, a população, principalmente os mais oprimidos, negros, LGBT’s, pobres, terceirizados etc, tem um caminho que se fortifica ao canalizar todo ódio da exploração na luta.

Por isso, defendemos a necessidade de unificar as diferentes categorias, a fim de fortalecer toda a classe trabalhadora em direção a luta, batalhando para que todos terceirizados tenham iguais direitos e salários para efetivos e terceirizados, tenham sua efetivação sem a necessidade de concurso, e por uma Petrobrás 100% estatal, administrada democraticamente pelo trabalhadores e com controle popular, que é o que pode garantir que essa enorme riqueza nacional esteja a serviço do povo, garantindo segurança operacional e ambiental bem como combustíveis baratos para toda a população.




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