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Prefeitos do Rio vão pagar PMs: nunca falta dinheiro à repressão

sexta-feira 10 de fevereiro| Edição do dia

Diante das "combativas e imponentes" cirandas que parentes de policiais organizam na frente de quarteis e com diversos policiais alegando estar "impedidos" de sair pelo combativo método que os confronta, diversos prefeitos estão achando dinheiro que falta aos funcionários públicos, à saúde, à educação para pagar PMs. Os serviços repressivos prestados ontem na ALERJ para ajudar na privatização da CEDAE e no pacote de Pezão e Temer servem de carão de visitas da utilidade de ter repressores bem remunerados.

Prefeitos de algumas cidades começaram a se mobilizar para comprar a obediência de suas tropas de repressão, cotidiana de negros e pobres e especial contra manifestações, função que tem ganhado renovada importância dada a profundida dos ataques que sofrem os trabalhadores.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PV), anunciou que dará auxílio financeiro de R$ 3.500, em parcela única, a todos os policiais que atuam no município. Já a prefeitura de Macaé, no norte fluminense, vai ajudar a pagar o 13º dos oficiais do 32º Batalhão de Polícia Militar, que atende a região.

Macaé sofre pesado impacto da queda do preço dos royalties do petróleo, sofreu desde 2015 uma onda de cerca de 20mil demissões na indústria do petróleo, mas mesmo assim encontrou dinheiro para pagar os policiais.

O exemplo de Macaé e Niterói escancaram como os cortes no orçamentos públicos poupam os donos da dívida pública para honrar a neoliberal Lei de Responsabilidade Fiscal, mas também as tropas repressivas para que estejam a postos a reprimir manifestantes justamente devido a mesma lei.




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