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Prefeito marca reabertura "morra quem morrer", mostrando caráter genocida das reaberturas

Declaração do prefeito de Itabauna causou indignação, mas expressa as verdadeiras consequências das reaberturas comerciais levadas a cabo para atender os lucros dos empresários.

quinta-feira 2 de julho| Edição do dia

A declaração de Fernando Gomes, prefeito de Itabuna, município localizado no sul do estado da Bahia, de que faria a reabertura comercial da cidade no próximo dia 09 "morra quem morrer" é revoltante mas expressa como os políticos tem conhecimento da linha genocida que adotam e que não serve aos trabalhadores que tem suas vidas arriscadas, mas apenas para atender a sede de lucro dos empresários.

Nos estados que avançaram na reabertura os dados mostram como ocorreu exatamente isso, um aumento dos casos e mortes. Em São Paulo os dados apontam para um aumento de 155% nos casos e 92% nas mortes após a retomada de algumas atividades. Já são mais de 15 mil mortes no estado.

A declaração do prefeito é ainda mais escandalosa se pensarmos dentro do contexto do município. Em Itabuna temos 100% dos leitos ocupados. A efetivação da reabertura é realmente uma sentença de morte.

A inabilidade da fala do prefeito de um lado revela o que é mais importante, a consciência por parte dos políticos que estão decretando a morte de milhares de pessoas. A linha genocida, portanto, não é exclusividade de Bolsonaro mas de todos os políticos que em seus estados e municípios implementam as reaberturas a todo custo, buscando atender a pressão dos empresários.

No Brasil sequer foi levada a frente uma quarentena que possibilitasse o achatamento da curva, sequer foram dadas às pessoas as condições para realizarem a quarentena com o pagamento de um auxílio emergencial suficiente e a proibição das demissões. Dessa forma, entramos na segunda onda sem sequer temos superado a primeira onda de casos. O que assinala como a ganância capitalista está disposta a sacrificar vidas para manter sua normalidade.




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