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Prefeito de São Bernado solicita mais R$ 4,5 milhões para tentar concluir “museu do Lula” depois de cortar parte da verba da merenda escolar

Enquanto o prefeito Luiz Marinho arrecada dinheiro para terminar o museu, corta parte da merenda de 80 mil crianças da pré-escola e do ensino fundamental de São Bernado.

quarta-feira 8 de abril de 2015| Edição do dia

Idealizado em 2011 pelo prefeito de São Bernado, o Museu voltado às causas trabalhistas logo apelidado de “Museu do Lula” ainda não está pronto e já custou R$18,8 milhões aos cofres públicos. A construção está paralisado desde o final do ano passado, com um atraso de dois anos na entrega.

Para resolver o problema, Luiz Marinho (PT) pediu ao governo mais R$4,5 milhões para concluir a obra, que terá como principal homenageado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O contrato da construção, que nunca foi vista com bons olhos na região, é entre a prefeitura de São Bernardo e a empresa Construções e Incorporações CEI, e está sob investigação do Ministério Público por suspeita de fraude na montagem do quadro de funcionários.

Corte na Merenda

Enquanto isso, o ano em São Bernardo começou mais caro para os pais e mais difícil para as crianças, que tiveram seu café da manhã e almoço retirados da merenda escolar, com manutenção apenas dos lanches do intervalo. O caso revoltou professores e pais, já que a refeição das escolas é essencial para as crianças. Na defesa junto ao Ministério Público, Marinho afirmou que o planejamento é de combate à obesidade e ao desperdício de alimentos nos colégios. A lógica do prefeito chocou os pais, que agora tiram do seu bolso o dinheiro para alimentar os seus filhos no ambiente escolar.

Greve da Merendeiras

As merendeiras de São Bernado entraram em greve hoje (07 de abril). As trabalhadoras funcionárias da ERJ revindicam pagamentos de salários atrasados e do convênio médico, além de quitação da segunda parcela da PLR (Partição nos Lucros e Resultados) de 2014. As trabalhadoras também reclamam de assédio moral e de redução de quadro após a redução da quantidade de comida nas escolas.




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