Economia

CRISE

Preços em alta, renda em queda, brasileiros com menos acesso a serviços

sexta-feira 15 de janeiro de 2016| Edição do dia

Com a politica econômica do Governo Dilma feita com os ricos e para os ricos, a população brasileira segue tendo perdas importantes na sua renda e aliado a alta de preços é cada vez maior a piora na qualidade de vida.

A retração na renda das famílias e o avanço dos preços dos serviços têm levado os brasileiros a cortar gastos do dia-a-dia e adiar planos de viagens, explicou nesta quinta-feira, 14, o gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Saldanha. Como resultado, o volume de serviços prestados às famílias encolheu 6,6% em novembro ante igual mês de 2014, a 18ª taxa negativa consecutiva.

"Houve uma queda significativa na renda, e isso reflete no setor", disse Saldanha. Em novembro, a massa de renda real das famílias diminuiu 12,2% em relação a igual mês de 2014. O rendimento médio mensal, por sua vez, caiu 8,8% no período.

"O fator preço também influencia. Apesar de a renda do trabalhador estar apresentando redução gradativa, os preços continuam resistindo. Mesmo com a queda na renda, os preços não estão baixando", afirmou o gerente do IBGE.

Comunicação também sofre corte devido a queda na renda

O setor de telecomunicações, antes resistente à desaceleração na atividade de serviços, teve em novembro o maior tombo desde que IBGE iniciou a Pesquisa Mensal de Serviços, em janeiro de 2012. O volume de serviços prestados em telecomunicações encolheu 4,7% ante novembro de 2014, devido à menor demanda corporativa e também à necessidade das famílias em cortar gastos.

"O setor de telecomunicações atua em duas vertentes, corporativa e para as famílias. Nos últimos meses, o desaquecimento dos negócios em geral provocou redução nas linhas corporativas", explicou Saldanha. Segundo ele, foram afetados serviços de telefonia fixa, móvel, internet e outros mais específicos, como transmissão de dados e linhas privadas de comunicação.

A queda na renda das famílias também tem freado a demanda por serviços de telecomunicação.

"Nas famílias, em função da redução do poder de compra, também há redução de telefonia fixa, celular e ainda TV por assinatura, que não é um bem essencial", disse Saldanha. "Os serviços de mensagem gratuitos também contribuem, ferramentas digitais de custo zero são um facilitador (para os cortes)", acrescentou.

Com a recente desaceleração - o setor teve o primeiro resultado real negativo em junho de 2015 -, a atividade de telecomunicações deve demorar a se reerguer. "Só o aquecimento dos negócios e o aumento da renda do trabalhador pode levar o setor a ter novos ganhos reais", afirmou o gerente do IBGE.

O IBGE espera a divulgação do dado fechado de 2015 (que ocorrerá em fevereiro), mas conforme os dados apresentados já se pode ter noção de que a atual politica econômica não se preocupa e não está a serviço da classe trabalhadora que segue perdendo seus empregos e encarando uma inflação que corrói o seu poder de compra diante de salários crescentemente miseráveis frente aos preços que sobem.

Agência/ Esquerda Diário




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