Juventude

57º CONGRESSO DA UNE

Posição da juventude Faísca sobre a votação da direção da UNE

Aconteceu neste domingo a plenária final do congresso da UNE que votou a nova direção da entidade para os próximos dois anos. Confira a posição da juventude Faísca.

segunda-feira 15 de julho| Edição do dia

Flávia Telles, delegada da Unicamp e militante da Faísca declarou ao Esquerda Diário que “Durante todo o congresso nós viemos chamando as oposições a conformarmos uma plenária unificada com toda a militância para debater e construir um verdadeiro polo antiburocrático e aliado aos trabalhadores, para superar o burocratismo imposto à entidade devido a política da UJS - ligado ao PCdoB - e o PT, partidos cujos governadores apoiaram a reforma da previdência e que dirigem centrais sindicais que deixaram a reforma da previdência passar sem nenhum plano de luta. Fizemos esse chamado colocando abertamente todas nossas diferenças com as correntes da oposição, como a discussão acerca do papel da Lava Jato operação por vezes reivindicada pela juventude Juntos do MES ou a política de encobrir pela esquerda o papel das direções burocráticas da UNE, CUT e CTB como fazem todas as correntes da oposição. No entanto, as direções do Correnteza, Juntos, Afronte, Rua e UJC, que compõem a Oposição de Esquerda e a Juventude sem Medo negaram organizar durante todo o Congresso uma plenária unificada, mantendo os debates sobre os cargos de direção da UNE como o centro da política. Ao final, chegaram em um acordo entre duas direções para unificar.”

Flávia ainda disse: “Não achamos que esse método de unificação por cargos e sem discussões com toda a base é o método correto. A plenária que defendemos inclusive teria o objetivo de ir muito além da discussão específica sobre as chapas, era o momento de fazer um grande debate político e programático sobre qual oposição é necessária pra enfrentar a burocracia da UNE e dar uma alternativa a juventude de todo o país. Ou seja, se tratava não apenas de debater uma chapa em comum, mas de preparar um setor do movimento estudantil para os futuros ataques que seguramente virão, impulsionando a auto-organização, através de milhares de assembleias em todas as escolas e universidades, na perspectiva de impulsionar comandos de delegados eleitos na base, para tirar nossa luta das mãos dessa burocracia que negocia nosso futuro com os poderosos."

Odete Cristina, estudante da USP e delegada da Faísca afirmou que: "A juventude Faísca apresentou uma chapa com este conteúdo e com as resoluções que apresentamos nos pontos de conjuntura, educação e movimento estudantil, bem como com o conteúdo de nossa tese. Entretanto, frente a unificação das chapas de oposição retiramos nossa chapa para chamar um voto crítico na oposição a partir destas considerações que consideramos decisivas pra que se conforme uma verdadeira oposição à burocracia da UNE que não repita seus métodos de disputa por cargos, que terminam transformando o Congresso em um momento de quase nenhum debate político na base, que busca apenas a disputa da direção. Queremos debater com todos os militantes da oposição de esquerda essas questões".




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