Educação

28A

Porque os estudantes da UFRJ devem se mobilizar no 28A?

A maior Universidade Federal do país pode fazer diferença no dia 28 de abril. Na UFRJ os professores e funcionários já decidiram paralisar as atividades neste dia de luta. Com assembleia no IFCS nesta terça (25), e Assembleia Geral na quarta (26), é a vez dos estudantes discutirem como vão se somar aos trabalhadores na luta pela derrubada de Temer e suas reformas.

segunda-feira 24 de abril de 2017| Edição do dia

Atrasos recentes no pagamento de bolsas estudantis e atraso absurdo no pagamento das trabalhadoras terceirizadas da limpeza são apenas dois exemplos da eminencia da crise financeira que atinge a UFRJ, celebrada como a maior Universidade Federal do país, mas que com os cortes bilionários em educação pública a nível federal pode chegar ao final deste ano com um déficit de quase R$ 300 milhões. Não faltam motivos sensíveis para paralisar e lutar contra os ataques de Temer, mas também é maior que isso.

Os estudantes universitários, além de futuros jovens sem futuro, uma geração atingida brutalmente pelo desemprego e que diante dos ataques que prometem nos fazer trabalhar até morrer e sem direitos não tem perspectiva, são além de futuros trabalhadores, atores políticos fundamentais, que nos mais importantes momentos de luta da história estiveram ao lado dos trabalhadores ou em alguns momentos antecedendo a saída em cena da classe que produz o mundo e sendo a faísca para colocar de pé essa aliança poderosa e necessária.

Hoje não pode ser diferente. Depois de vivermos um golpe que está fazendo com que a crise seja descarregada nas nossas costas precisamos ser sujeitos desse combate. Aqui na UFRJ nós da Faísca viemos desde o começo do semestre alertando sobre a necessidade das entidades cumprirem seu papel de gerar o debate e mobilizar os estudantes, convocando assembleias democráticas de base nos cursos, levantando comitês de mobilização amplos para impulsionar a autoorganização e fortalecer a vontade de lutar dos estudantes.

Poderíamos estar melhores preparados hoje para dar um exemplo de peso no dia 28 se, em primeiro lugar, a UNE cumprisse o papel de traçar um plano de luta real, coordenando as mobilizações em todo o país já que está presente na maioria dos DCEs e CAs Brasil afora; também estaríamos mais fortes se o DCE Mário Prata, dirigido pelo RUA e UJR não tivesse se negado a organizar assembleias de base desde março, antes do 15M quando os trabalhadores já mostravam sua disposição para lutar. Mas ainda é tempo! E precisamos ir com tudo, convocando cada estudante nas salas de aula e nos corredores para decidirmos coletivamente em assembleia e termos uma grande mobilização estudantil nesse 28A.

Se é verdade que como a UNE, as Centrais Sindicais burocráticas ou faziam uma trégua enquanto negociavam com Temer e as patronais termos menos piores para as reformas, como a Força Sindical, ou querem aparecer como oposição responsável e mais que derrotar os ataques o que importa é fazer palco para Lula 2018, como CUT e CTB, também é verdade que a disposição de luta dos trabalhadores e jovens é muito maior que o corpo mole dessas burocracias e vem dando o tom do que deve ser o 28A: parar tudo para doer no bolso dos empresários e seus interesses representados no governo golpista que nos ataca. E é preciso mais que um grande dia de paralisação, este 28A deve ser o primeiro passo para uma greve geral por tempo indeterminado até derrubar Temer e suas reformas, isso é possível, urgente e necessário e precisa de toda unidade no combate e o mais amplo e democrático debate de ideias para definir os rumos da luta.

Nós da Faísca e do MRT vamos por isto! Construir com força e pela base um grande dia de greve nacional que impulsione a greve geral que é capaz de derrotar os patrões e governos. Como resposta política à crise também devemos aprender com o passado e não repetir os erros, não basta eleições gerais como querem correntes da esquerda como representam o RUA, Juntos! e MAIS, isso só servirá para reeditar Lula ou escolher outro carrasco qualquer para dar andamento aos ajustes. Precisamos mudar as regras do jogo e impor pela força da nossa luta uma Nova Assembleia Constituinte e disputar os rumos do país pela raiz, se enfrentando com os interesses e privilégios dos poderosos da política, do judiciário e sua Lava Jato imperialista e da burguesia que dita seus negócios através do Estado.

Todos às assembleias esta semana na UFRJ. À luta nas greves, nos piquetes e nas ruas do Rio de Janeiro para derrotar Temer e suas reformas!




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