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Por uma recepção unificada na UFRN com a força dos trabalhadores franceses contra Bolsonaro e rumo ao 8M!

Depois do 2019 que tivemos, precisamos nos preparar para 2020. Enquanto os ataques seguem passando no Brasil e o ex-Secretário da Cultura anunciou uma perspectiva artística nazista, na França os trabalhadores estão em greve há mais de um mês contra a reforma da previdência de Macron e dizem: é necessária unidade ampla e democrática, porque “a greve é dos grevistas” e o movimento estudantil precisa ser dos estudantes, ao lado da classe trabalhadora. É essa unidade que precisamos para 2020 e por isso nós da Faísca fazemos este chamado: construamos uma recepção unificada, anti-imperialista, rumo ao 8 de março, dia internacional de luta das mulheres.

domingo 26 de janeiro| Edição do dia

2019 terminou mostrando para a juventude de todo o mundo a miséria do capitalismo, que incendeia as florestas da Austrália no mesmo ano em que ateia fogo na Amazônia, que está nos ataques imperialistas dos EUA contra o Irã. Mas também mostrou na França, no Chile, no Líbano, no Haiti e na luta contra o golpe de Estado na Bolívia, a força da unidade da juventude, das mulheres, com os trabalhadores.

No Brasil, Bolsonaro ataca direitos democráticos, trabalhadores, mulheres, negros, LGBTs, indígenas e nordestinos para aprofundar o projeto do golpe. Depois de destruir a aposentadoria, censura produções artísticas e bota um nazista na pasta da Cultura, enquanto engatilha reforma administrativa e tributária.

Com Maia, STF e o imperialismo, apesar das suas diferenças, estão unidos para generalizar os trabalhos por aplicativo, como Rappi, a terceirização, e a destruição dos serviços públicos, enquanto o desemprego aumenta especialmente entre a juventude negra.

Na educação, Bolsonaro se aproveitou das férias para atacar a autonomia universitária e prepara um novo Future-se, proibiu a contratação de professores efetivos e substitutos em todas as instituições federais de ensino superior, em que já havia falta, além de começar o ano aprovando um corte de R$ 20 bilhões na educação, sendo 7 bilhões das universidades federais.

Ao mesmo tempo, a reitoria da UFRN aumentou o preço do RU para R$8, depois de fazer estudantes passarem fome com auxílios atrasados com a reforma no restaurante. Dos 70 terceirizados demitidos durante as obras, apenas 50 foram recontratados e o RU ainda não foi concluído. A reitoria abre caminho para o projeto privatista de Paulo Guedes.

Queremos chamar cada estudante que deu uma grande batalha no 15M
e 30M, ocupando aos milhões o país contra os ataques à educação, a ser parte ativa da construção de uma apaixonante recepção dos ingressantes, a altura de 2020.

Em Natal fomos 70 mil, fruto da unidade entre os IFs e universidades, e que no 14J apenas não se aliou ao chamado de greve geral das centrais pela separação que UNE, suas correntes majoritárias, junto à CUT e a CTB, impuseram entre a luta pela educação e contra a reforma da previdência.

É com base nesse exemplo da juventude de Natal, como o curso de Ciências Sociais da UFRN batalhando pela unificação com a classe trabalhadora, que nós da Faísca propomos a todos os estudantes, que odeiam Bolsonaro e querem defender a demanda dos setores oprimidos e a educação, um chamado a construir uma forte recepção unificada na UFRN.

Para envolver o conjunto dos estudantes e servir para reorganizar o movimento estudantil, especialmente ingressantes que superaram o filtro do ENEM e o descaso de Weintraub, com a ambição de fazer grandes debates também sobre a histórica greve na França, a rebelião no Chile, que unificaram a juventude e os trabalhadores com as mulheres assumindo a linha de frente.

Leia também: Declaração da juventude Faísca sobre os erros no ENEM

Sob o lema “a greve é dos grevistas”, os trabalhadores franceses não aceitaram a trégua das centrais sindicais, organizando comitês de base, principalmente nos transportes, paralisando durante as festas com a juventude se somando aos piquetes e manifestações.

Os franceses mostraram que com paralisação da produção capitalista e auto-organização que se enfrenta os ataques e a repressão. É com essa gana que no 8M de Natal devemos querer mobilizar cada ingressante da UFRN para ser parte de uma forte paralisação internacional contra a opressão patriarcal, os ataques capitalistas e, aqui no Brasil, vingar todas as Ágathas, Marielles e mulheres que foram assassinadas pela violência que Bolsonaro fortalece.

Leia também: Lições da greve dos transportes na França para a luta no Brasil

É essa unidade que pode derrotar Bolsonaro, mas também superar a separação que a direção burocrática da UNE e das centrais impuseram no ano passado, a serviço das negociatas espúrias dos governadores do PT e PCdoB da reforma da previdência, e que agora se preparam para aprovar também nos seus estados, inclusive como Fátima Bezerra quer para o RN.

Nós da Faísca batalhamos por essa unidade desde as bases, como quando propomos comitês que coordenassem as lutas nacionalmente e na UFRN durante as mobilizações de 2019. Propusemos nas últimas eleições para DCE uma plenária programática aos setores que querem construir uma oposição antiburocrática para debater qual papel de uma chapa frente ao papel divisionista que a UJS e o PT cumprem no movimento estudantil.

Queremos construir um movimento estudantil que vai estar com a classe trabalhadora, que, quando ocorra uma greve como a dos servidores da saúde de Natal do ano passado, seja parte viva do apoio a essas lutas.

Por isso, fazemos um chamado especial ao DCE, dirigido pela chapa da Oposição de Esquerda, que convoque ativamente uma reunião aberta de construção dessa recepção, junto aos CAs, convocando o conjunto dos estudantes e das agrupações do movimento estudantil da UFRN.

No curso de Ciências Sociais, como parte da reconstrução do Centro
Acadêmico, queremos chamar os estudantes a que desde já se organizem para ditar os rumos da entidade, começando com uma recepção forte no curso, integrada à recepção unificada.

Propomos essa semana como ideal para convocação de ambas reuniões.




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