Educação

ATO APEOESP

Por que os professores não devem ir ao ato da APEOESP no dia 20

Dia 20 ocorrerá as mobilizações chamadas pelo governo e suas centrais sindicais apoiadoras. Porque os professores não devem aderir à essa mobilização?

terça-feira 18 de agosto de 2015| Edição do dia

No último dia 14 a reunião do Conselho Estadual de Representantes (CER) da Apeoesp, sindicato dos professores de São Paulo, aprovou um ato em exigência a várias pautas dos professores para o dia 20/08 às 14h, mesma data e hora do ato convocado pela CUT, CTB e MTST para defender o governo federal de Dilma e o PT. Além disso, aprovou diretamente a convocatória para o ato "por mais direitos, liberdade e democracia", das centrais sindicais governistas e movimentos sociais.

A aprovação desses dois pontos não é de se estranhar já que a direção majoritária da Apeoesp é composta por PT e PCdoB, os principais componentes e defensores do governo federal, e este ato convocado teoricamente em defesa dos direitos tem como único objetivo defender Dilma, em um momento que esta ataca os direitos e aplica duros ajustes contra a classe trabalhadora.

Provando o quanto esta distante dos professores, o que a direção da Apeoesp aprova a defesa do governo Dilma, utilizando o ato de professores como forma de fazer número nas ruas no dia 20. Sabendo que o professorado paulista passa por um momento delicado e revoltante, já que a greve de 92 dias deste ano acaba de ser considerada abusiva pela a justiça estadual, com o governo declarando que não pagará os dias parados, a Apeoesp se utiliza de maneira oportunista as angustias da categoria para implementar uma defesa, que se esconde atrás do sindicato, do governo Dilma.

Durante os três meses de nossa greve, onde estava a CUT e os parlamentares petistas, para contribuir decisivamente para a conquista de nossas demandas? Naquele momento mais de 11 estados estavam em greve pela educação, e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (dirigida pela CUT – PT e PCdoB), que organiza 49 entidades, não mexeu uma palha sequer para unificar-nos em uma grande greve nacional. Ao contrário disso, conscientemente nos isolaram, mesmo após o massacre sofrido pelos professores do Paraná promovido pelo PSDB, porque seu objetivo em última instância tem sido o mesmo que os tucanos: continuar cortando verbas e atacando o direito de greve como fez o governo petista do Acre de Tião Viana, que até concurso para substituto realizou para substituir grevistas em seu estado.

A Oposição Alternativa, chapa de oposição na Apeoesp, defendeu rechaçar o ato da direita do dia 16 e não compor o ato do petismo do dia 20, para construir um terceiro ato no dia 18 que verdadeiramente levasse os interesses dos trabalhadores para a rua, independente dos governos. Obviamente essa proposta foi negada pela Chapa 1, de Bebel e seus comandados, majoritária do sindicato, com apoio da maioria das correntes da Chapa 2 que também votou nessa proposta, com exceção do coletivo XV de Outubro e o o grupo FOS.

Frente aos ataques do governo Dilma, em aliança reacionária com Renan Calheiros e Joaquim Levy para atacar o conjunto dos trabalhadores (pretendem até cobrar pelo SUS) e em particular com os cortes orçamentários na educação,consideramos um erro os professores participarem desse ato, que em realidade é uma grande armadilha. Quando mais o governo petista de Dilma não encontre resistência entre os trabalhadores, mais continuará atacando nossos salários e nossas condições de vida. A realidade da nossa greve já provou: não será com o PT que combateremos Alckmin e a direita. Fazemos aqui um chamado para que a Chapa 2 reveja a posição que defendeu e se unifique ao conjunto da Oposição Alternativa na defesa de uma saída independente dos governos e dos patrões.




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