Sociedade

VIOLÊNCIA POLICIAL NO RJ

Polícia invade casa à balas no Jacarezinho, deixando 4 mortos e aterroriza moradores por horas

Polícia militar invade Jacarezinho no Rio de Janeiro deixando quatro mortos e dois feridos. A brutal violência policial, que durou horas a fio, deixou todos os moradores apavorados e as paredes da residência cravadas de bala de fuzil.

terça-feira 17 de setembro| Edição do dia

Operação da polícia militar no Rio de Janeiro, realizada ontem (16) quatro pessoas mortas e outras duas baleadas. A violência policial nefasta foi cravada nas paredes da casa: vários tiros feitos contra a residência deixaram as paredes cheias de buracos. A ação interrompeu até mesmo a circulação de trens do ramal Belford Roxo da SuperVia na região por pelo menos uma hora.

Os feridos foram encaminhados para um hospital no Méier e de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, um dos baleados passou por cirurgia e permanece em estado grave e segunda pessoa baleada permanece estável.

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A operação, realizada por policiais dos batalhões de Ações com Cães (BAC), de Polícia de Choque (BPChq) e de Operações Policiais Especiais (Bope), teve início no meio da madrugada, e os tiros permaneceram até pelo menos 8 horas da manhã.


Helicóptero da polícia sobrevoa o morro do Jacarezinho apavorando moradores. Foto: reprodução da internet

Ações policiais cada vez mais violentas são vistas sob o governo de Witzel, aclamado por policiais e setores ultra reacionários. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostraram que somente em julho deste ano, 194 pessoas morreram por policiais no Rio de Janeiro.

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São mais de 6 pessoas por dia. Agosto do ano passado o número era de 176 pessoas. Só em maio deste ano foram 171 pessoas segundo o levantamento. Até maio o número ultrapassava 23% comparado ao ano passado.


Casa foi alvejada de tiros pelos policiais em plena madrugada. Foto: reprodução da internet

Um morador, que preferiu não se identificar, declarou que "É o mesmo padrão: entram de manhã provocando tiroteios, trazendo mortes e depois recolhem os corpos, marcam um tempo e vão embora. Passa uns dias, voltam e fazem a mesma coisa. A dúvida paira sobre matar para abrir espaço para a invasão de milícias."

Os números de mortos sob o comando de Witzel, e também de Bolsonaro, escancaram a serviço do que estão estes governos racistas, que seguem arrancando o direito à vida de pessoas. A deliberada violência por parte da polícia que atua como braço armado do Estado, e também das milícias, que controlam até mesmo o direito ao gás e a àgua nas favelas cariocas, atuam para massacrar os trabalhadores, povo negro e a população pobre que enfrenta condições cada vez mais precárias de vida.

Nós do Esquerda Diário repudiamos esses números absurdos e a violência polícial, que faz jorrar o sangue do povo pobre, e seguiremos denunciando cada um dos nossos que perde sua vida pelas mãos do Estado racista. É preciso também lutar contra a “guerras às drogas”, que é uma política racista e burguesa que atua como um mecanismo de repressão usado para a sistemática violação de direitos (incluindo tortura e assassinato, além do encarceramento em massa) das pessoas pobres, sobretudo da juventude negra.

Basta de mortes da população negra e pobre! Todas as mortes desses jovens devem ser colocadas na conta de Witzel e de sua política racista de limpeza social, levadas adiante pela polícia militar e pelas milícias.




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