LAVA JATO

Polícia detém 3 ex-deputados em nova fase da Operação Lava-Jato

sábado 11 de abril de 2015| Edição do dia

A Polícia Federal (PF) deteve nesta sexta-feira os ex-deputados André Vargas (PT), Pedro Corrêa (PP) e Luiz Argolo (SD) e outras quatro pessoas em uma nova fase da Operação Lava-Jato, informaram fontes oficiais.

A investigação agora não se restringe a irregularidades na Petrobras e se estende ao Ministério da Saúde e à Caixa Econômica Federal.

Correa tinha sido condenando em 2013 por lavagem de dinheiro e corrupção e cumpria sua pena em regime semiaberto, mas o juiz Sérgio Moro já decretou sua transferência para Curitiba.

A PF também deteve outras quatro pessoas: a secretária de Argolo, Elisa Santos; o irmão de Vargas, Leon Vargas, e outros dois identificados como Ivan Mernon da Silva Torres e Ricardo Hoffmann.

Além disso a Polícia pretendia realizar hoje nove ordens de prisão temporária e outras 16 de busca e apreensão de provas em Brasília e no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Ceará, Pernambuco e Paraná.

Os detidos são investigados por crimes como formação de quadrilha, corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e uso de documentos falsos.

A Polícia detectou que entre 2010 e 2014 foram assinados contratos de publicidade do Ministério da Saúde e da Caixa com a agência dirigida por Hoffmann, que desviava 10% do valor para pagar comissões aos ex-deputados.

Vargas é, além disso, investigado por negócios supostamente irregulares com o cambista Alberto Youssef, que está detido desde o ano passado e confessou ser intermediário no pagamento de subornos das parceiras da Petrobras a dezenas de políticos.

Estas detenções somam um novo capítulo ao gigantesco escândalo de corrupção revelado há um ano que tem em seu centro a Petrobrás, mas que segundo as investigações pode se estender a outras empresas.

Segundo os investigadores, a Petrobras assinava contratos fraudulentos com um grupo de construtoras e outros provedores, que superfaturavam os preços artificialmente em parte para enriquecimento ilícito e em parte para pagar subornos a altos executivos da companhia petrolífera e a dezenas de políticos que facilitavam os negócios ilegais.

Nesse grande esquema de corrupção evidencia-se a necessidade do questionamento da relação dos políticos, grandes empreiteiras e licitações em grandes esquemas de corrupção.

A única maneira de avançar na real punição dos corruptos e corruptores seria criar uma comissão de investigação independente, com sindicatos e organizações populares e de direitos humanos, para investigar e punir todos os envolvidos.




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