Política

RIO DE JANEIRO

Pezão concede isenção milionária para Ambev enquanto corta o salário dos trabalhadores

Nesta quarta, 05, o governador do Rio de Janeiro enviou para Alerj um escandaloso projeto para isentar a Ambev em 650 milhões de reais que deixarão de vir para o Estado.

quarta-feira 5 de abril de 2017| Edição do dia

Nesta quarta, 05, o governador do Rio de Janeiro enviou para Alerj mais um de seus escandalosos projetos de isenção fiscal que beneficiam apenas os grandes empresários. Dessa vez Pezão quer que o Estado do Rio deixe de receber 650 milhões de ICMS da fabricante de bebidas Ambev. O PL 2543/2017 que foi enviado para ser votado em caráter de urgência se refere à construção de uma nova fábrica da empresa em Santa Cruz, na Zona Oeste, para a produção de garrafas de vidro e latas de alumínio.

O fato é que de 2008 para cá são mais de 200 bilhões de reais que o Estado deixou de arrecadar fruto das isenções e do perdão das dívidas de grandes capitalistas. Recentemente entre os meses de janeiro e fevereiro vimos num intervalo de dez dias o governo estadual conceder isenções de 8 milhões para a empresa de telefonia Claro e 8,32 milhões para a Oi. Dias depois foram mais 300mil para a empresa New Ótica.

Aos empresários privilégios, aos trabalhadores a conta da crise

A política de Pezão é criminosa: Por um lado garantir que os que têm muito gastem o mínimo possível através da isenção e do perdão de suas dívidas e impostos. Por outro literalmente acabar com a Saúde e a Educação do trabalhador alegando que o estado está quebrado. Quem quebrou o Estado é que deveria pagar a conta! E esses são os capitalistas e seus políticos. Por isso ao invés de poupá-los, deveria haver impostos progressivos sobre as grandes fortunas e a cobrança de todas essas isenções bilionárias revertendo essas verbas para os hospitais, escolas e universidades públicas. Enquanto a Ambev se livrará de pagar 650 milhões ao Estado, o mesmo Pezão com o pretexto da crise ordena um corte de 30% nos salários de servidores e professores da UERJ, atrasa e parcela os salários dos servidores do Estado, privatiza a CEDAE etc.

Que os Capitalistas Paguem Pela crise!

Para barrarmos a retirada de direitos e o aprofundamento do desmonte da saúde e educação temos de lutar pelo não pagamento da dívida pública, pelo confisco dos bens de corruptos e corruptores, pelos impostos progressivos às grandes fortunas e pela estatização sob controle dos trabalhadores de todas empresas que foram privatizadas.




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