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Denúncia | Petrobras põe trabalhadores para dormir ao relento em meio a surto de Covid nas plataformas

Diversas plataformas estão em surto de COVID. A produção não para, buscando assim aumentar o lucro dos acionistas. Dezenas de trabalhadores contaminados em cada plataforma e demora de dias para desembarcar. Na P-52 dezenas de trabalhadores foram colocados para dormir no relento.

sexta-feira 21 de janeiro | Edição do dia

O lucro dos acionistas privados da Petrobras, sob mando de Bolsonaro e militares, está acima da vida dos trabalhadores. Há um surto generalizado de COVID em todas plataformas. Informações que chegaram ao Esquerda Diário dão conta de números imensos em algumas unidades, por exemplo, 54 positivos ainda embarcados na P-75, 79 positivos na P-77, ambas unidades da UO-Buzios, e 120 pessoas positivas ou contactantes colocadas para dormir no helideck ou em baleeiras da P-52 da UO-BC, como fica demonstrado nas fotos nessa matéria.

Segundo denúncia que corre nas redes sociais da categoria, e matéria no site do Sindipetro-NF que representa os trabalhadores da P-52, às 2hs da manhã os trabalhadores foram informados por sistema de alto-falante para pegarem seus pertences e se dirigirem ao helideck e às baleeiras (tipo de navio de resgate). O tratamento desumano dado aos trabalhadores, colocados para dormir ao relento é uma expressão gráfica do que a empresa sob mando de militares à serviço do lucro de acionistas imperialistas está fazendo.

A crueldade imposta aos trabalhadores da P-52 encontra eco nas denúncias de trabalhadores que às vezes dão teste positivo e devem ficar 5 dias ainda embarcados, como denunciam trabalhadores das mais distintas unidades abrangendo UO-BC, UO-RIO, UO-Buzios, UO-BS. Essa generalização dos casos e dos abusos contra os trabalhadores escancara como não se trata de um problema de tal ou qual gestor de cada unidade organizacional mas uma diretriz de colocar vidas em risco para tentar garantir o máximo de produção (e lucro) em meio à alta do petróleo que coincide com o surto da variante Ômicron.

Os trabalhadores relatam nas mais diferentes unidades como mesmo os trabalhadores que testem positivo e exibam sintomas permanecem dias embarcados, seja em suas cabines ou ao relento como na P-52. Deixar alguém doente embarcado coloca a saúde física e mental do trabalhador e de toda a plataforma em risco. A falta de testes e a extensão da jornadas embarcados mobilizou uma greve na plataforma de Mexilhão (UO-BS) na região de Santos. Depois dessa greve aumentaram os testes em todas unidades conforme informa o Sindipetro-LP que representa essa base.

É urgente um movimento unitário dos trabalhadores petroleiros, unindo efetivos e terceirizados e todas unidades do país para exigir testagens massivas e constantes, sob controle dos trabalhadores votados de cada CIPA local ou da parcela dos trabalhadores dos comitês sanitários, desembarque imediato de contaminados e contactantes e interrupção da produção onde houver surto. As vidas dos trabalhadores vale mais que o lucro dos acionistas!




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